Alguém tem que pagar o pato, e pra variar, é a população

228

08/01/2015 07h12

Alguém tem que pagar o pato, e pra variar, é a população

Dourados News

Alguém precisa “pagar o pato” nesta crise dos repasses de recursos envolvendo o Hospital Evangélico e a empresa que administra o setor de oncologia do Hospital do Câncer.

Então, nada mais justo do que a população, quase sempre a única a sofrer, receber mais este fardo para carregar.

Ironias a parte, o desrespeito neste caso é algo impressionante.

Segundo a administração HC, são quase R$ 900 mil que deveriam estar empregados para o pagamento de despesas na unidade e que não foram devidamente depositados pelo Evangélico, hospital credenciado para a chegada do dinheiro vindo do Ministério da Saúde e dos planos de saúde.

As prateleiras onde se guardam os medicamentos estão vazias, assim como os corredores do hospital.

Os novos pacientes da região, que estão desde ontem sem receber os primeiros atendimentos, deverão superar não só o fator psicológico, causado pela descoberta da doença fatídica que faz milhões de vítimas em todo o mundo, como também, esperar a solução dos problemas administrativos dessas empresas.

Além disso, já passou da hora do poder público entrar em ação, juntamente com o MPE (Ministério Público Estadual), MPF (Ministério Público Federal), Justiça, ou quem seja, para trabalhar e encontrar uma forma, junto ao Ministério da Saúde, de credenciar um fundo novo para que esses repasses cheguem nas mãos de quem é necessário chegar.

Não podemos concordar em ver o nosso suado dinheiro, que chega aos cofres públicos através da quantidade absurda de tributos existente nas três esferas de governo, seja empregado de forma errônea, principalmente quando o assunto é saúde.

Por isso, existe a necessidade urgente de se fiscalizar e buscar uma solução, pois, da próxima vez, poderemos nós bater nas portas fechadas do Hospital do Câncer.