Uma história em quadrinhos criada para falar sobre vacinação e prevenção de doenças entre crianças levou a estudante Anna Luisa Yamashita, do 3º ano da Escola Sesi de Aparecida do Taboado, à final da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (FETEC-MS), realizada entre os dias 18 e 21 de outubro, em Campo Grande.
O projeto, intitulado “Heróis da Saúde: uso de HQs como ferramenta de educação em saúde para a prevenção de doenças na infância”, nasceu de uma investigação conduzida pela própria estudante a partir de dados relacionados à saúde pública do município. O trabalho da aluna foi premiado com o 1º lugar na categoria Ciências da Saúde.
Ao analisar indicadores do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC), Anna Luisa identificou dois desafios que chamaram sua atenção: a incidência de dengue e a cobertura vacinal. A partir dessa observação, decidiu desenvolver uma pesquisa voltada à conscientização de crianças sobre a importância da imunização e da prevenção de doenças.
“Eu queria trabalhar um tema que tivesse relação com um problema real da nossa cidade e que pudesse contribuir de alguma forma para a comunidade”, explicou a estudante.
Para estruturar a pesquisa, ela definiu como público-alvo alunos do 4º e 5º anos da Escola Sesi de Aparecida do Taboado. O primeiro passo foi aplicar um questionário para avaliar o nível de conhecimento das crianças sobre vacinação e doenças preveníveis.
As respostas mostraram que os estudantes reconheciam a importância das vacinas, mas ainda apresentavam dúvidas sobre algumas doenças e sobre os benefícios da imunização.
Com esse diagnóstico em mãos, Anna Luisa aprofundou a investigação. Ela entrevistou a secretária municipal de Saúde para reunir informações sobre as principais vacinas indicadas para a infância e as doenças que podem ser evitadas por meio delas. O conteúdo serviu de base para a elaboração de uma história em quadrinhos voltada ao público infantil. Segundo a estudante, a escolha da linguagem foi estratégica.
“Como as HQs combinam texto e imagens, elas conseguem chamar mais atenção e facilitar a compreensão das crianças sobre temas que, muitas vezes, são tratados de forma mais técnica”, afirmou.
Depois de produzir o material, a pesquisadora retornou às salas de aula para aplicar a atividade. Os estudantes leram a história em quadrinhos e responderam a um novo questionário para verificar a assimilação das informações.
Os resultados apontaram avanço no conhecimento dos participantes. Em temas relacionados à meningite, por exemplo, todos os alunos responderam corretamente às perguntas após a leitura da HQ.
Para Anna Luisa, os resultados indicam que recursos educativos adaptados à linguagem infantil podem ampliar o acesso à informação e contribuir para a formação de hábitos relacionados à saúde desde os primeiros anos de vida.





















