(Foto: Ilustrativa/Polícia Civil)

No início desta semana o vazamento do trecho de um áudio de uma reunião entre integrantes da Polícia Civil do Estado deu o que falar. Na conversa é possível ouvir o momento em que uma delegada se nega a citar nomes de envolvidos em um grupo criminoso, ao ser questionada ela diz “não confio na polícia”, se referindo a inúmeras denúncias de corrupção feitas por uma força tarefa.

Após esta situação com a delegada Daniela Kades, ela passou a responder inquérito administrativo, no qual foi chamada para prestar depoimento na Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado). A investigação é de insubordinação grave em serviço, processo instaurado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul.

No meio da semana o Ministério Público do Estado recebeu em menos de 24 horas dois pedidos contra Adriano Geraldo Garcia, delegado-geral da Polícia Civil, que está presente na reunião em questão e questiona Daniela.

Dentre os pedidos estão a investigação do mesmo, sobre a relação dele com o jogo do bicho e o outro solicita o afastamento do cargo que ele ocupa atualmente. A ouvidoria do Ministério Público confirmou que recebeu os pedidos de investigação de envolvimento dos policiais no esquema do jogo do bicho em Campo Grande e que dentre as solicitações estaria incluído o do próprio delegado-geral, que estaria envolvido no favorecimento de um grupo que tenta dominar o jogo do bicho na Capital.

Outras reclamações contra a administração do atual chefe da Polícia Civil também teriam sido feitas, onde policiais civis apontam que as constantes ações da Operação Deu Zebra serviriam de empecilho para investigações, já que as equipes são desviadas das delegacias para fazer “batidas” às bancas de jogos ilegais.

Na tarde de ontem, quinta-feira (11), foi realizado uma publicação no DOE (Diário Oficial do Estado), onde a Sejusp designa a delegada Rozeman Geise Rodrigues para substituir Adriano Garcia, durante período férias, de 16 a 30 de novembro.

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