Reunião realizada nesta quinta (6). (Fot: Foto: Henrique Kawaminami/CGNews)

Após reunião realizada na manhã desta quinta-feira (6) no MPT (Ministério Público do Trabalho) a greve dos trabalhadores do transporte coletivo prevista para ter início nesta sexta-feira (7) será adiada para o próximo dia 14, enquanto a tarifa dos ônibus passa a custar R$4,40 a partir também do dia 14.

A paralização deverá se concretizar caso não seja possível estabelecer um acordo entre o consócio Guaicurus e os trabalhadores do transporte coletivo, discutido em reunião nesta quinta, que reuniu o prefeito de Campo Grande, Marquinho Trad (PSD) de maneira remota, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, o presidente do Sindicato de Trabalhadores do Transportes de Campo Grande, Demétrio Freitas e membros do MPT.

Alegando não poder arcar com o reajuste combinado com a classe, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende atribui o descumprimento do acordo devido a limitação estabelecida pela prefeitura de proporcionar um reajuste máximo de 5% na passagem, cobrando ainda a aplicação da tarifa técnica, estabelecendo um aumento de 21,93%.

A conversa esquentou quando o prefeito afirmou não abrir mão do ISS (Imposto sobre Serviço), colocando fim ao assunto do subsídio e ainda revelando a possibilidade de investigação ao consórcio. Marquinho autorizou o aumento solicitado, pedindo para que João Rezende escolhesse.

Já Demétrio Freitas, como representante do sindicato dos trabalhadores, persistiu na cobrança do reajuste salarial de 11,08 % para a classe. Uma reunião privada foi realizada com o advogado André Borges, o presidente do Consórcio Guaicurus fez a proposta de que aja ao menos um adiamento da greve, afirmando que seria, “uma tragédia para todo mundo”.

Com duração de três horas, a reunião por fim estabeleceu que o resultado da avaliação da junta seja apresentado até a próxima quinta-feira (13), momento em que o grupo irá debater isenção do pagamento de ISS, subsídios e a situação financeira.

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