A ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) desmontou uma organização criminosa voltada ao furto de caminhonetes, especificamente modelos Toyota Hilux e Hilux SW4.
Os bandidos tinham atuação em diversos municípios e a suspeita das autoridades é que os veículos furtados eram enviados para o Paraguai. Durante os trabalhos, quatro pessoas foram presas, enquanto outras são procuradas.
Conforme a investigação, a operação teve início em 11 de outubro, com a prisão em flagrante na rodovia federal BR-467, na cidade de Eldorado, de um homem que conduzia um veículo de apoio ao grupo.
A partir desse encaminhamento à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), as investigações conectaram casos de Dourados, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e outros municípios.
Para desmembrar o grupo, a DEFRON contou com apoio da Delegacia Especializada de Fronteira da PRF, Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV), além das delegacias regionais de Naviraí, Dourados e Ribas do Rio Pardo.
Novas abordagens e confissão de 12 furtos
No curso da investigação, no dia 18 de outubro, em Japorã, a PRF interceptou uma Hilux furtada poucas horas antes em Dourados e prendeu o condutor em flagrante. No dia seguinte, na BR-163, em Eldorado, mais dois foram detidos.
Um dos presos, de 19 anos, confessou participação em 12 furtos de veículos em cidades como Campo Grande, Dourados, Naviraí, Ribas do Rio Pardo e Mundo Novo.
Além disso, também declarou ser responsável por abrir e conduzir os carros até a fronteira e confirmou ter incendiado uma das caminhonetes subtraídas em Dourados.
Divisão de tarefas e rota para o Paraguai
Conforme apurado, o grupo atuava com funções definidas: um grupo identificava e abria os veículos, geralmente estacionados em vias públicas durante a madrugada; outros faziam o transporte até a região de fronteira; e havia ainda apoio logístico.
Os veículos seguiam para o Paraguai, onde seriam entregues a receptadores.
Investigação segue em busca de envolvidos e veículos
A integração de dados entre instituições permitiu ligar ocorrências tratadas separadamente e compreender a dinâmica do crime.
As diligências prosseguem para identificar outros integrantes, supostos financiadores e receptadores, além de localizar caminhonetes ainda não recuperadas.





















