Apuração das eleições fica suspensa e MS aguarda divulgação dos votos após decisão do STF

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(Foto: Reprodução/TSE)

Nenhuma urna de Mato Grosso do Sul aparecia como contabilizada na última atualização; Zanin esclareceu que prorrogação até as 19h de Brasília vale apenas para seções que ainda estavam abertas

Mesmo com a votação encerrada em Mato Grosso do Sul, os eleitores precisaram aguardar a retomada da divulgação dos resultados do segundo turno presidencial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu temporariamente a totalização dos votos neste domingo (25), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinar a extensão do horário de votação em todo o país.

Na última atualização consultada, às 17h28, o painel nacional registrava 1.225 seções totalizadas, mas nenhuma urna de Mato Grosso do Sul havia sido contabilizada. Com isso, o Estado permanecia com 0% de votos divulgados.

A votação em Mato Grosso do Sul estava prevista para terminar às 16h, no horário local, uma hora antes do encerramento estabelecido para Brasília. A decisão inicial de Zanin determinou que as seções eleitorais permanecessem abertas até as 19h, no horário da capital federal, o equivalente às 18h em Mato Grosso do Sul.

Zanin esclarece alcance da decisão

Após a repercussão da medida, o ministro esclareceu que a prorrogação deveria ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas. Nas seções em que a votação já tinha sido encerrada, os votos deveriam ser computados e totalizados normalmente, sem reabertura dos equipamentos.

A orientação foi encaminhada aos tribunais regionais eleitorais pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O documento determinou que as seções ainda em funcionamento permanecessem abertas até as 19h, pelo horário de Brasília.

A suspensão temporária da totalização ocorreu enquanto a Justiça Eleitoral ajustava os procedimentos para cumprir a decisão. A medida não anulou os votos registrados nas urnas já encerradas.

Lula aparecia à frente nas primeiras parciais

Antes da suspensão, o sistema do TSE havia divulgado os primeiros números da disputa presidencial. Às 17h06, Lula (PT) aparecia com 57,66% dos votos válidos, o equivalente a 193.574 votos. Flávio Bolsonaro (PL) registrava 42,34%, com 142.169 votos.

Ao todo, haviam sido totalizados 335.743 votos válidos em 1.225 seções eleitorais, de um universo de 499.248. Os números eram parciais e não representavam o resultado final da eleição.

Pedido de Lula motivou a prorrogação

A decisão de Zanin ocorreu após a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrer à Justiça Eleitoral e ao STF, alegando dificuldades no transporte público que poderiam impedir eleitores de chegar às seções.

O pedido inicial envolvia Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Depois, a campanha relatou problemas em outros estados, incluindo São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

O ministro afirmou que recebeu informações sobre os problemas pouco antes do horário previsto para o encerramento da votação e considerou necessária uma decisão urgente.

Campanha de Flávio também pediu mais tempo

A campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a ampliação do horário em municípios afetados por chuvas intensas e falta de energia elétrica. O pedido incluía Belo Horizonte, Poços de Caldas e cidades da Região Metropolitana da capital mineira, além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A decisão inicial de Zanin ampliou o prazo em todo o país. O esclarecimento posterior, no entanto, delimitou a aplicação da medida às seções que ainda estavam abertas no momento da determinação.

Em Mato Grosso do Sul, onde a votação já havia sido encerrada, os votos registrados nas urnas deveriam ser computados quando a totalização fosse retomada.