Argentina marca 3 gols em 13 minutos e faz virada épica sobre o Egito na Copa do Mundo

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Foto: Fifa.com

A atual campeã mundial provou que tem coração de campeã: a Argentina construiu uma das reviravoltas mais impressionantes da história das Copas do Mundo ao bater o Egito por 3 a 2, em confronto das oitavas de final disputado no Atlanta Stadium.

A seleção sul-americana ficou perdendo por 2 a 0 até os 34 minutos da etapa final, mas reagiu com força total, marcou três gols em apenas 13 minutos e garantiu a vaga nas quartas — mantendo vivo o sonho do bicampeonato consecutivo.


Placar e detalhes dos gols

Argentina3 x 2Egito
⚽ Cristian Romero – aos 34′ do 2º tempo (cabeçada após cobrança de falta)⚽ Yasser Ibrahim – aos 15′ do 1º tempo (cabeçada em cruzamento pela direita)
⚽ Lionel Messi – aos 38′ do 2º tempo (chute forte no ângulo, após rebote na área)⚽ Mostafa Zico – aos 22′ do 2º tempo (finalização em contra-ataque, após primeiro gol ser anulado pelo VAR)
⚽ Enzo Fernández – aos 47′ do 2º tempo (cabeçada em cruzamento de Lautaro Martínez)

O primeiro tempo: a muralha egípcia e o pesadelo de Messi

Quem esperava um domínio fácil da Argentina viu o oposto: o Egito entrou com marcação cerrada, velocidade nos contra-ataques e organização impecável.

Aos 15 minutos, surpreendeu: em cruzamento para a segunda trave, Yasser Ibrahim se desmarcou de Lisandro Martínez e cabeceou sem chance para Emiliano “Dibu” Martínez — abrindo o placar e deixando o estádio em silêncio.

Se o primeiro golpe foi do ataque egípcio, a sequência ficou por conta do goleiro Mostafa Shoubir, do Al-Ahly, que protagonizou uma atuação lendária.

Aos 20 minutos, a Argentina teve a chance perfeita de empatar com um pênalti cobrado por Lionel Messi — mas Shoubir adivinhou o lado, defendeu com firmeza e ampliou um recorde que quase atrapalhou tudo: agora são quatro pênaltis desperdiçados por Messi em Copas do Mundo.

O arqueiro ainda fez mais duas defesas espetaculares: uma em cabeçada à queima-roupa de Alexis Mac Allister e outra em finalização de Julián Álvarez, após bela jogada de Nicolás Tagliafico pela esquerda.

Para fechar a etapa, Messi quase marcou em cobrança de falta que bateu na trave — e Shoubir só observou a bola bater no ferro, sem precisar se mexer.

Segundo tempo: vantagem que parecia definitiva… e o despertar argentino

A Argentina voltou do intervalo pressionando, mas deixou espaços perigosos na defesa. O Egito quase ampliou aos 13 minutos, com gol de Mostafa Zico que foi anulado pelo VAR por posição irregular — mas sete minutos depois, ele repetiu a dose: recebeu lançamento em velocidade, invadiu a área e tocou com categoria, confirmando o 2 a 0.

A essa altura, muitos já consideravam a classificação definida. Mas a campeã de 2022 tem como marca a resistência: a partir daí, empurrou todos os jogadores para a área adversária, apostou em cruzamentos e pressão incessante — e foi recompensada.

Aos 34 minutos, após cobrança de falta na área, Cristian Romero apareceu livre entre os zagueiros e cabeceou para o fundo: 2 a 1. Quatro minutos depois, uma confusão na área egípcia com vários rebotes terminou nos pés de Messi, que bateu forte e sem chance para Shoubir: empate histórico, com o gol que tornou ele o maior goleador isolado da história das Copas do Mundo.

E quando o relógio já ia para os acréscimos, veio a cena final: a Argentina roubou a bola, Lautaro Martínez avançou pela direita e cruzou na medida para Enzo Fernández, que subiu mais alto e marcou o gol da virada.

Ao apito final, Messi caiu de joelhos e chorou emocionado, cercado pelos companheiros — uma imagem que já entra para a história do futebol.

Próximos passos e curiosidades

  • A Argentina aguarda o resultado de Suíça x Colômbia (jogo ainda nesta terça-feira) para saber quem enfrenta nas quartas de final, no próximo sábado (11), em Kansas City.
  • Essa é a segunda vez que a Argentina consegue virar um jogo de mata-mata de Copa do Mundo após ficar perdendo por dois gols — a primeira foi contra a França, na final de 2022.
  • Com o gol marcado, Messi chegou a 17 gols em Copas, ultrapassando Miroslav Klose e se tornando o maior artilheiro da história do torneio.