Artesanato reforça integração regional e latino-americana no Festival América do Sul

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Foto: Divulgação FCMS

Instalado no Centro de Convenções de Corumbá, o local para a comercialização do artesanato regional e sul-americano concentra o trabalho de artesãos de diversas regiões do continente, do estado de Mato Grosso do Sul e dos povos originários, que apresentam peças únicas carregadas de identidade cultural, técnicas tradicionais e matérias-primas características de seus territórios.

Silvana Terena, responsável pelo espaço de comercialização do artesanato indígena de MS, disse que o espaço foi conquistado para fortalecer a cultura através do artesanato. “Aqui é um espaço de protagonismo, de comercialização, de fortalecimento e o protagonismo do nosso povo dentro dos festivais de Mato Grosso do Sul. A produção está aqui nesse espaço, mais uma vez fortalecendo todo mundo aí do estado, das suas etnias do estado dentro do Festival da América do Sul de 2026”.

Eliane Torres é responsável pelo artesanato de Mato Grosso do Sul do Festival. Para ela, trata-se de uma ocasião muito importante, em que está muito feliz em poder trazer o melhor do artesanato regional do nosso estado. “Nós trouxemos artesanatos de vários municípios do estado, são vários artesãos com várias técnicas, têm trabalho de cerâmica, têm trabalho de cabaça, rendas e bordados, uma infinidade de trabalhos regionais. É a valorização do nosso artesanato, é divulgar, é comercializar, dar a oportunidade para esse artesão divulgar e comercializar o seu trabalho. No nosso estande, mostrar que aqui não é só um evento internacional, então é muito importante a valorização do nosso artesanato, a divulgação”.

Do espaço de comercialização do artesanato de Ladário, a artesã Valéria Bajaroski produz peças em amigurumi, que são bonecas e capivaras de crochê. Ela diz que na maioria dos eventos fechados o artesanato de Ladário fica esquecido, mas que em Corumbá, desde o Festival América do Sul do ano passado, Ladário é lembrado e traz um grupo de artesãs para expor. “Este é o segundo ano que eu estou expondo no Festival América do Sul, por Ladário, mostrando o nosso trabalho aqui. E é muito importante que as pessoas conheçam e saibam que Ladário também tem artesanatos lindos, maravilhosos, que podem até inclusive ir para fora do país”.

A crocheteira Adriana Susan, da Associação Pantanal Corumbá, produz os bichinhos de crochê, os amigurumis, e os tapetes, que ela expõe no espaço destinado ao artesanato de Corumbá. “Para nós é importante mostrar que aqui temos artesãos de qualidade, artesãos que apesar das dificuldades, de as pessoas ainda não terem o reconhecimento do artesão local, um evento como esse é a oportunidade que a gente tem de expor nosso trabalho, mostrar que o nosso trabalho manual, ponto a ponto na mão, como o meu, em relação à linha, ainda tem sim. E tem valor, tem criatividade, tem qualidade e eu acho que a população deveria olhar um pouquinho mais para nós do que dar tanta importância ao industrializado, ao maquinário”.

No Espaço Países, representando a Colômbia, os artesãos Jefferson Morales Oviedo e Evellin Corrêa, trazem as artes indígenas, que seriam as peças em miçangas e a parte mística, que seriam os elementais, que são os protetores da natureza, que são duendes, fadas, bruxas. Para o casal, participar do Festival é uma responsabilidade bem grande por estar representando um país. “A gente bota muita energia positiva para poder se repassar para nosso cliente. A gente trabalha muito, dá muito duro para estar aqui, é muito importante para nós como artista. Nós somos artista de rua, e ser convidado para estar aqui representa muito para nós. O MS é o estado mais cultural que a gente já participou, a gente viaja muito. Nós somos artistas que viajamos toda a América do Sul. E o MS é um dos únicos estados que nos abrem as portas dessa maneira. Então a gente fica muito feliz”.

No Território dos Talentos, destinado à comercialização da moda autoral sul-mato-grossense, o estilista Luiz Gugliato, da marca Why Not By Gugliato, disse ser uma honra ser convidado pela Fundação de Cultura e pelo Estado para estar abrilhantando o Festival América do Sul. “Falando em nome dos meus amigos estilistas, só tem que agradecer porque o espaço e da forma que se dá esse espaço aqui no Festival América do Sul é uma grande visibilidade. Isso só eleva a marcas sentem gratificadas pelo fato de estarem aqui. A moda autoral no estado agora eu acho que está bem interessante, com apoio do sistema S, muitas das vezes, do próprio governo, da Fundação de Cultura, através das leis de incentivo, a gente consegue fazer desfiles, fazer algumas coisas, para elevar o nome da moda autoral, e tem muitos estilistas, eu me incluo entre eles, levando o nome da moda autoral para outros estados, para São Paulo, Rio, Belo Horizonte, para Fortaleza, a moda autoral é crescente no estado”. As informações são da FCMS.