Dia 10 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
10/09/2019 15h18
Por: Redação
Falar de suicídio ainda é um tabu em grande parte da sociedade. Mas, para pensar em ações efetivas, que visem prevenir uma tragédia como essa, que causa tanto sofrimento às pessoas, é preciso falar do assunto, especialmente hoje, 10 de setembro, quando é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado ontem (9) mostrou que o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito. O relatório apontou ainda que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida, sendo que 79% dos casos se concentram em países de baixa e média renda.
No Brasil, a média de suicídios por ano é de 12 mil, de acordo com o site Setembro Amarelo. Um número bastante alto e que merece atenção.
Para reforçar a importância de quebrar o preconceito em torno do assunto, foi criado em 2015 no Brasil, o Setembro Amarelo, uma campanha nacional de conscientização sobre a prevenção do suicídio.
“O Setembro Amarelo traz a temática do suicídio como uma maneira de discutir saúde mental, que ainda é um tabu na sociedade. Tudo que não tem informação gera preconceito e o preconceito pode tirar vidas. É uma campanha que vem para chamar a atenção do quanto é necessário olharmos para o próximo com mais compaixão e menos julgamento. Precisamos cuidar das pessoas que estão perto de nós. Isso é muito importante e pode salvar uma vida”, pontua a psicóloga do Programa Viver Bem da Unimed Campo Grande, Mariela Nicodemos Bailosa.
Mariela destaca que, geralmente, as pessoas que apresentam pensamentos suicidas já têm instalado algum transtorno mental, o que significa que sozinhas elas não conseguem encontrar uma saída.
“O tratamento com psicólogo e psiquiatra é fundamental para ajudar uma pessoa que esteja passando por um processo de transtorno mental. Além disso, quando essa pessoa entende que a religião ou a medicina alternativa pode contribuir com a sua melhora, também é muito válido nesse processo de tratamento”, pontua.
Vale destacar que nem sempre uma pessoa que comete o suicídio escolheu colocar um fim à vida. Muitas vezes é um pedido de socorro para colocar fim ao sofrimento.
Nesse sentido, a Unimed Campo Grande desenvolve um trabalho de apoio aos beneficiários que estejam sofrendo com algum transtorno emocional.
“Temos no Programa Viver Bem uma equipe multiprofissional preparada para apoiar pessoas que estejam sofrendo com algum transtorno emocional. É uma maneira de dar suporte, apoiar e fazer o encaminhamento necessário para o tratamento”, finaliza.
Comunicação Unimed Campo Grande.





















