Lançamento do Programa Bem Nascer. (Foto/Divulgação)

Os deputados estaduais Paulo Corrêa (PSDB), Mara Caseiro (PSDB), Gerson Claro (PP) e Evander Vendramini (PP) acompanharam na manhã desta sexta-feira (19) o lançamento do Programa Bem Nascer, para o fortalecimento da rede de Saúde do Estado, com foco nas gestantes e recém-nascidos.

O evento, realizado na Governadoria, entregou equipamentos de ultrassom e contou com a assinatura de termos de compromisso com os 79 municípios para intensificar as consultas de pré-natal, fazer a estratificação de risco gestacional e manter acompanhamento diferenciado da mulher, desde a gestante no pré-natal até o puerpério, com foco especial às de alto risco, obesas e hipertensas. O montante de recursos para estruturação e fortalecimento das equipes de Saúde somam R$ 14 milhões, segundo dados do Governo do Estado.

Assembleia apoia Programa Bem Nascer para diminuição da mortalidade materna
“O Estado lança o programa e também lança o dinheiro”, elogiou o presidente

“É um momento muito importante porque o Estado lança um programa e também lança o dinheiro. Não é algo que chega lá e enfia a faca no prefeito. É um programa com coragem de enfrentar pautas que ninguém mexe. Fico feliz com todos os prefeitos aderindo, porque a gente não quer que morra nenhuma mãe ou criança. E é na camada mais pobre que está agindo o Governo. Um trabalho brilhante”, elogiou o deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, em discurso representando o Legislativo.

De 2017 a 2021, 133 mulheres vieram a óbito. Só neste ano, conforme o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), 45 óbitos maternos foram registrados no Estado. Já a taxa de mortalidade infantil está em 11,02 por 1.000 nascidos vivos. “Na pandemia tivemos diversos impactos nos índices de mortalidade, é uma vergonha esse número, mas a nossa coragem em expor e mudar essa realidade é o que estamos fazendo hoje”, disse a secretária-adjunta de Saúde Estadual, Crhistinne Maymone, que completou que é preciso quebrar os paradigmas como falar sobre sexo, prevenção sexual, sífilis congênita e dar protagonismo à mulher.

O secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, concordou e disse que o programa atende a todas as mulheres, porém os números afetam mais as mulheres pobres. “Pobres, indígenas, negras, que sequer tem acesso à informação ou assistência adequada. Não admitimos perder mulheres quando não têm um veículo para que elas possam ser levadas. Quero agradecer a todo o apoio também da Assembleia Legislativa, essa é uma luta de Estado e da sociedade”, reiterou.

Em seu discurso, o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e prefeito de Nioaque, Valdir Couto Junior, também agradeceu o empenho da Assembleia para aprovar recursos para que cheguem ao interior. “Isso é uma política descentralizada a nosso favor”, completou.   Os termos de compromisso assinado pelos municípios têm vários eixos, desde o cuidado à mulher, o incentivo à ciência, a saúde reprodutiva, orientação sexual e mais detalhes podem ser encontrados pelo site criado ao projeto pelo: https://bemnascer.saude.ms.gov.br/.

As primeiras-damas serão as madrinhas do projeto. Fátima Azambuja, esposa do governador, também pediu o empenho de todos. “Para que nossas mulheres e crianças sejam cuidadas da melhor maneira possível, com as melhores práticas existentes. Agradeço também a equipe técnica e também à Assembleia Legislativa, digo que vocês serão os padrinhos, pois estão presentes em todos os municípios e que cobra o funcionamento e fiscalize se está funcionando, vamos contar muito com a ajuda de vocês”, disse.

O governador Reinaldo Azambuja finalizou os discursos, falando que o Programa é uma política pública de Estado que será permanente e é preciso o engajamento de todos. “Assim como a luta contra a Covid-19, que precisa que todos se vacinem para vencermos, essa será uma política que terá sucesso ao enfrentamento à mortalidade materna com as equipes de saúde e a sociedade abraçando essa causa”, afirmou. 

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