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sexta-feira, 12 de julho, 2024
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Audiência discute situação econômica e financeira do Hospital do Câncer

A Câmara Municipal de Campo Grande realiza nesta segunda-feira (06), audiência pública para discutir a situação econômica e financeira do Hospital do Câncer Alfredo Abrão, unidade que é referência para o tratamento oncológico em Mato Grosso do Sul. O debate acontece a partir das 9h, no Plenário Oliva Enciso, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube da Casa de Leis.

Com o tema “O Hospital do Câncer não pode parar”, a audiência foi convocada pela Comissão Permanente de Saúde, composta pelos vereadores Dr. Victor Rocha (presidente), Prof. André Luís (vice), Dr. Jamal, Dr. Loester e Tabosa.

“Nós precisamos garantir o direito das pessoas que têm um familiar que está com câncer. Quando ele precisar de tratamento, ele vai ter em sua integralidade do cuidado e com a rapidez necessária que a doença precisa ser tratada”, disse o Dr. Victor Rocha.

Com 422 funcionários e 75 médicos, o HCAA atende 70% dos pacientes com câncer de Mato Grosso do Sul e alega déficit de cerca de R$ 800 mil por mês, esperando que o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande aumentem o repasse.

No último dia 22 de fevereiro, o hospital suspendeu consultas, após parte da equipe médica anunciar paralisação devido a não resolução de reivindicações feitas por profissionais da saúde. Dentre os pedidos estão a regularização dos pagamentos e dos contratos dos integrantes do Corpo Clínico; Regularização dos serviços de patologia e exames de imagens (ressonância magnética e cintilografia óssea), essenciais aos diagnósticos e seguimentos de tratamentos.

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A direção diz que o gasto mensal da instituição é de mais de R$ 4 milhões. Acima do repasse feito pela prefeitura, governo do estado e governo federal, que soma uma média de R$ 3,5 milhões por mês.

Estão sendo realizados somente atendimentos de urgência e emergência no Pronto Atendimento do HCAA, além das cirurgias de urgências e emergências, atendimentos de UTI e os tratamentos nos setores de quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia já em andamento.

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