Bebê de 3 meses morre após uma semana internada com lesões de maus-tratos

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Foto: Ilustração

Morreu na manhã desta sexta-feira (25) a bebê de apenas três meses que estava internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande, com suspeita de maus-tratos. Desde a segunda (22) a menina já estava no protocolo de morte cerebral. Ontem (25), os médicos decidiram retirar a sedação.

A vítima deu entrada na unidade de saúde na noite da última sexta (19), inicialmente com suspeita de broncoaspiração e parada cardiorrespiratória. Os pais relataram que a criança havia passado mal logo após ser amamentada.

Durante o atendimento, porém, os médicos identificaram hematomas, escoriações, inchaços e fraturas nas costelas, além de lesões na região do glúteo. As características das lesões foram consideradas incompatíveis com a versão apresentada pelos pais.

Em função disso, a polícia foi acionada e, o pai da criança, de 20 anos, em depoimento, alegou que percebeu que a filha estava com o corpo mole enquanto estava em seu colo assistindo a um jogo de futebol.

Questionado sobre os ferimentos, ele afirmou que já havia notado os hematomas, mas que ele e a esposa estavam esperando uma oportunidade para procurar um diagnóstico.

Já a mãe, de 18 anos, disse que as manchas surgiram no início do mês, mas que não levou a menina ao médico porque o companheiro estava viajando a trabalho e isso teria impedido seu deslocamento.

O casal foi detido em flagrante logo em seguida e, na segunda-feira (22), durante audiência de custódia na Depac-Cepol, a Justiça decretou a prisão preventiva de ambos, sob acusação de maus-tratos.

Investigações avançam

O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil, que apura se a bebê foi vítima de violência física recorrente ao longo dos primeiros meses de vida.

O avô materno fez uma denúncia formal contra os avós paternos da criança, que moravam na mesma residência, alegando que houve omissão diante da situação. O caso segue em segredo de justiça, conforme determina a legislação de proteção à infância e adolescência.