A Polícia Civil de Corumbá encontrou uma situação de extrema vulnerabilidade na casa da família de um bebê de 2 meses, levado já sem vida pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Guatós, em Corumbá. O caso foi registrado ontem (06), mesmo dia em que a perícia foi realizada no imóvel.
Conforme a atualização da investigação, a mãe é uma conhecida usuária de drogas e tem outros filhos menores de idade. Inclusive, todos dormiam sobre as próprias fezes. A casa da família tinha muita sujeira acumulada, entre outros elementos que caracteriza situação de vulnerabilidade e pobreza.
Outro fato revelado pela apuração foi de que a bebê, com nome de Ágata, teria falecido antes do horário mencionado pela mãe no momento em que deu a entrada na UPA. A causa exata ainda está sendo investigada pela perícia, por meio de exames forenses no corpo, mas a primeira suspeita aponta para broncoaspiração.
A mulher estava muito nervosa na situação. A filha chegou já sem vida, embora os médicos tenham realizado todos os procedimentos de reanimação. Após a constatação do óbito, o corpo passou por um raio-x na própria UPA, que não revelou a existência de lesões corporais recentes.
A médica responsável apontou para um sangramento na cavidade oral da bebê e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax, e não apresentava sinais de alimentação recente. Por conta desse primeiro laudo, a polícia foi acionada e deteve a mulher por suspeita de maus-tratos.
Em depoimento, ela relatou ter acordado por volta das 5h para afazeres domésticos, enquanto a filha continuou dormindo e aparentava estar normal. Cerca de uma hora depois, foi até o vizinho e, quando retornou, notou que o corpo da bebê estava frio e não tinha estímulos. Depois, deixou outros três filhos menores aos cuidados de um sobrinho de 18 anos e levou a bebê até a UPA.
Apesar do flagrante, ela não permaneceu presa, sendo ouvida e liberada para aguardar a conclusão do inquérito. O caso foi registrado como maus-tratos se do fato resulta morte. O corpo da bebê segue no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) aguardando os resultados dos exames para ser liberado para o sepultamento.





















