O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou uma pesquisa para implementação do corredor gastronômico da Rua José Antônio, recentemente reconhecido pelo poder público com um importante potencial para gastronomia, turismo e cultura, no trecho entre a Rua Abrão Júlio Rahe e a Avenida Rodolfo José Pinho. O local vai receber uma nova experiência de ocupação através do Urbanismo Tático.

Segundo a lei aprovada no final de maio, que transformou a rua no quarto corredor gastronômico da capital, a Prefeitura incentivará mediante apoio de órgãos envolvidos, a promoção e ordenamento do local, preservando o livre trânsito de veículos e pessoas, segurança local, harmonia estética, sinalização indicativa dos estabelecimentos participantes, repressão ao comércio ambulante irregular, apresentações culturais, festivais e encontros gastronômicos.  

BID lança pesquisa para implementação do corredor gastronômico da Rua José Antônio

Para isso, o BID, financiador do projeto, está com uma pesquisa para ajudar na construção coletiva do futuro dos espaços públicos ao longo do Corredor da rua José Antônio Pereira, que pode ser acessado através do link, clicando aqui.

O banco conta com uma equipe de consultores, e tem o apoio da Prefeitura no desenvolvimento das ações. O trabalho já foi iniciado com o levantamento do perfil dos imóveis da José Antônio e a experimentação tem previsão de estar completamente na rua em dois meses.

A técnica do Urbanismo Tático promove a reapropriação do espaço urbano com a participação de todos. Essa é a primeira ação durante a pandemia do coronavírus financiada pelo BID no Brasil e Campo Grande foi a escolhida para receber a prototipagem de caráter temporário. Em toda a América Latina, o Banco elegeu apenas outras duas cidades para a testagem de Urbanismo Tático, sendo elas Montevidéo, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina.

Além do ineditismo da ação de Urbanismo Tático no centro da cidade, a intervenção na rua José Antônio traz para a administração pública o conceito de construção coletiva, onde comerciantes, trabalhadores e clientes dos estabelecimentos locais, vizinhos do entorno, usuários da via e a população interessada nos espaços públicos poderão dar sugestões para que se construa um projeto exequível e que atenda a toda a comunidade.

A proposta é criar interferências que incentivem novas maneiras de uso do espaço público, explorando suas possibilidades de uma forma lúdica e conectada com quem usufrui da rua, como pinturas, mobiliário, desenhos, parklets, iluminação e outras intervenções leves. São mudanças rápidas, reversíveis e de baixo custo que servem para “testar” o que pode se tornar permanente. No caso do Corredor da José Antônio, a via está inserida no Reviva Campo Grande e faz parte da requalificação do quadrilátero central, por isso, as sugestões testadas e aprovadas pela comunidade podem ajudar a nortear o projeto de requalificação previsto para iniciar no ano que vem.

O desafio se torna ainda maior por se tratar de uma ação em tempos de necessidade de distanciamento social, uso de máscaras e de adoção de todas as medidas que evitem aglomerações e garantam as orientações das autoridades em saúde.

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