Bolsonaro passa por cirurgia no ombro em hospital de Brasília com autorização do STF

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Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Procedimento foi autorizado por Alexandre de Moraes, que determinou restrições durante internação do ex-presidente

Entre decisões judiciais, monitoramento policial e um novo procedimento cirúrgico, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser internado nesta sexta-feira (1º), em Brasília. A cirurgia no ombro direito ocorre no hospital DF Star após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável por definir as condições da internação durante o período de prisão domiciliar.

Segundo relatórios médicos apresentados pela defesa ao Supremo, Bolsonaro enfrenta dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, além de limitações funcionais. Os documentos apontam ainda o uso diário de medicamentos analgésicos para controle do quadro.

A autorização para o procedimento foi solicitada ao STF no dia 21 de abril. Três dias depois, a Procuradoria-Geral da República informou que não se opunha à realização da cirurgia. Com isso, Moraes autorizou a internação e estabeleceu medidas de segurança e restrições durante o tratamento.

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que acompanhava o marido no deslocamento até o hospital. Em publicação feita ainda pela manhã, ela pediu orações e afirmou que a cirurgia teria início por volta das 10h, com previsão de cerca de cinco horas de duração.

“Orem pelo procedimento cirúrgico do meu galego. Cremos, pela fé, que já deu tudo certo!”, escreveu Michelle.

Mais tarde, ela voltou a atualizar os seguidores e explicou que Bolsonaro havia sido encaminhado ao centro cirúrgico para o início da preparação do procedimento.

A cirurgia tem como objetivo reparar o manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsáveis pela estabilidade e movimentação do ombro. O procedimento será feito por artroscopia, técnica minimamente invasiva utilizada no tratamento de lesões articulares.

Na decisão judicial, Alexandre de Moraes autorizou Michelle Bolsonaro a permanecer com o ex-presidente durante todo o período de internação. No entanto, determinou restrições de visitas, proibindo a entrada de advogados, familiares e outras pessoas sem autorização judicial.

O ministro também estabeleceu que Michelle não poderá utilizar celular no leito hospitalar enquanto acompanha o marido. Além disso, o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal foi encarregado de realizar a escolta entre a residência e o hospital, além de manter vigilância permanente durante a internação.

Após a cirurgia, a defesa terá prazo de 48 horas para apresentar ao STF um relatório médico detalhado sobre o procedimento e o estado de saúde do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, benefício concedido pelo Supremo após internação causada por broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Na ocasião, ele permaneceu cerca de duas semanas hospitalizado em tratamento intensivo.