O Mato Grosso do Sul tem em sua Bovinocultura de corte, a responsável por 55,6 % dos empregos formais gerados na agropecuária. O setor emprega mais da metade dos trabalhadores rurais conforme dados divulgados na última quinta-feira (22), pela 10ª edição do Sigabov, registrado pelo Sistema Famasul, por meio de números do Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), do Ministério da Economia. De 68 mil empregos formais registrados no setor do Estado, 38 mil estão ligados especificamente à bovinocultura de corte, em especial, ou na maior parte em cinco municípios de MS, entre dois grandes e três pequenos.

A analista técnica da Famasul, Fernanda Oliveira, aponta que no período de referência, o levantamento mostra que foram gerados 41 mil empregos formais somente na pecuária de Mato Grosso do Sul, o que contempla outras atividades como suínos, aves, equídeos. “O Sigabov traz nesta edição um raio x sobre a empregabilidade especificamente na bovinocultura de corte, um das cadeias produtivas de grande representatividade no estado”, explica.

De acordo com o boletim, o ranking dos municípios com mais pessoas empregadas na criação de bovinos está alinhado com o tamanho do rebanho do local. “Em primeiro lugar aparece Corumbá, seguido de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana e Porto Murtinho, respectivamente”, aponta a Analista. 

A faixa etária que predomina entre os perfis de contratação, 26,9% tem entre 40 e 49 anos, com 25,9% entre 30 e 39 anos. Mais de 35% possuem renda entre 1 e 1,5 salário mínimo.  “Considerando que a bovinocultura de corte é uma das principais cadeias produtivas no estado, é importante conhecer o perfil das pessoas que atuam nesta área, entender o nível de remuneração, escolaridade e idade. Essas informações dão subsídios para o fomento de novas iniciativas que alavanquem o desenvolvimento dos profissionais que estão no mercado ou que buscam este espaço”, analisa.

Com informações da Ascom do Sistema Famasul

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