Brasil e México disputaram a final dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Nesta terça-feira (3), às 4h (horário de MS), Seleção Brasileira entra em campo em busca de vaga na final de Tóquio

Vale vaga na decisão! Nesta terça-feira (3), a Seleção Brasileira entra em campo para a enfrentar o México pela semifinal dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A bola rola às 5h (horário de Brasília) no Estádio de Kashima, com transmissão ao vivo da Rede Globo, do Sportv e da BandSports.

Vale medalha!

Além da vaga na final, a partida contra o México também vale mais um feito na história das Olimpíadas para a Seleção Brasileira. Em caso de vitória contra os mexicanos, o Brasil garante ao menos a prata em Tóquio 2020. Esta seria a sétima medalha da história da Seleção no torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos. Além de ampliar a vantagem do Brasil na quantidade de pódios, a final ainda traria outras marcas importantes para o Brasil.

Com uma medalha em Tóquio, a Seleção conseguiria estar no pódio em quatro edições consecutivas de Jogos Olímpicos, feito realizado apenas pela Iugoslávia, entre 1948 e 1960. Com uma vaga na final, o Brasil ainda teria a chance de brigar pelo bicampeonato dos Jogos Olímpicos. Até hoje, só Grã Bretanha, Uruguai, Hungria e Argentina conseguiram duas medalhas de ouro seguidas.

Duelo equilibrado

Mas o caminho rumo à final não promete ser fácil. Brasil e México costumam fazer jogos equilibrados. Este será o 14º confronto entre as equipes olímpicas (sub-23*) de Brasil e México. Até o momento, são cinco vitórias brasileiras, quatro empates e quatro vitórias mexicanas. Ao todo, são 14 gols marcados pelo Brasil e 11 tentos do México.

Apesar do Brasil ter o retrospecto favorável, é o México quem venceu a única partida na própria Olimpíada. Foi em Londres 2012, na final do torneio, que os mexicanos derrotaram a Seleção por 2 a 1. Quatro anos depois, a Seleção Brasileira conquistou a primeira medalha de ouro de sua história. Agora, no duelo entre os dois últimos campeões olímpicos, o Brasil tenta devolver na mesma moeda e eliminar os rivais da competição em Tóquio.

Jogos: 13

Vitórias do Brasil: 5

Empates: 4

Vitórias do México: 4

Gols do Brasil: 14

Gols do México: 11

Maior vitória: Brasil 6 x 2 México – Jogos Pan-Americanos de Chicago (1959)

Maior derrota: Brasil 0 x 2 México – Copa Ouro da Concacaf (1996)

“Trato como um clássico”

Ciente do retrospecto entre as duas equipes, André Jardine espera um duelo muito equilibrado nesta terça-feira. Em entrevista coletiva na véspera do confronto, o técnica da Seleção projetou um jogo franco, mas bastante disputado entre Brasil e México, duas seleções que prezam pela ofensividade.

“É um clássico, que eu acredito que será um jogo um pouco mais aberto do que os últimos, os adversários que enfrentamos depois da Alemanha trabalharam para se defender demais. O Egito, mesmo perdendo, não abriu mão de colocar todos os jogadores atrás. Acredito que as duas equipes vão duelar, se atacar, será um jogo mais gostoso de ver, com atacantes habilidosos dos dois lados, com potencial de drible, equipes que jogam um jogo coletivo, ofensivo. Tem tudo para ser um grande clássico. Sendo semifinal de Olimpíadas, ganha um brilho especial”.

Dúvida

A única dúvida da Seleção Brasileira para o jogo é a presença ou não de Matheus Cunha. O atacante sentiu uma contratura durante o jogo contra o Egito, nas quartas de final, e tem feito tratamento intensivo para participar da partida desta terça-feira. Cunha não esteve em campo no treinamento desta segunda-feira, e o técnico André Jardine disse que pretende esperar até o último momento para confirmar ou não a escalação do atacante.

“Trabalhamos com todas as opções, vou ser sincero. É uma situação que a gente partiu muito para o estudo do México para tomar essa decisão. Treinamos uma dela hoje, praticamente a decisão está tomada, mas ainda contamos demais com a recuperação do Cunha. Vamos esperar até o último minuto possível, a chance existe de de realmente só ter sido um susto”, comentou Jardine.

Ousadia e alegria

A Seleção Brasileira tem se destacado, ao longo de toda a Olimpíada, por apresentar um futebol leve e ofensivo, com o DNA do futebol brasileiro. Um dos pilares desse sistema tem sido o atacante Antony, que gosta de driblar e mostrar sua habilidade dentro de campo. Depois de um começo abaixo da expectativa que ele mesmo tinha para si, Antony teve uma grande atuação diante do Egito.

No jogo, chegou a dar um elástico e um drible com a bola colada no pé, mostrando todo seu recurso para furar o bloqueio adversário.

“É minha característica, sempre tive isso, no momento certo eu uso, como nesses dois lances. Objetividade sempre, em um lance que vejo que vai terminar em uma jogada boa. Fico muito feliz, espero dar continuidade. Minha característica é enfrentar o adversário e mostrar minha habilidade”, disse Antony.

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