Titular absoluto na campanha do tricampeonato mundial, ex-zagueiro estava internado para tratar um quadro de pneumonia
O futebol brasileiro perdeu nesta quinta-feira (11) um dos protagonistas da histórica campanha do tricampeonato mundial. O ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, o Brito, titular da Seleção Brasileira na conquista da Copa do Mundo de 1970, morreu aos 86 anos. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador, onde também foram divulgadas mensagens de agradecimento pelas manifestações de apoio durante o período de internação.
Conhecido pela força física e pela liderança dentro de campo, Brito estava internado havia algumas semanas para tratamento de um quadro de pneumonia. Até a publicação desta reportagem, a família ainda não havia divulgado detalhes sobre o velório e o sepultamento.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamentou a morte do ex-defensor e prestou solidariedade a familiares, amigos e admiradores. Em nota oficial, o presidente da entidade, Samir Xaud, destacou a importância do atleta para a história da Seleção Brasileira.
“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, afirmou o dirigente.
Titular absoluto na campanha da Copa do Mundo do México, Brito formou a dupla de zaga ao lado de Piazza e disputou os seis jogos da competição sem ser substituído. Enquanto Piazza era reconhecido pela técnica, o carioca se destacava pela imposição física, característica que lhe rendeu o apelido de “Hércules”.
Natural do Rio de Janeiro e nascido em 9 de agosto de 1939, Brito iniciou a carreira profissional no Vasco da Gama, onde se consolidou como um dos principais nomes da equipe após assumir a vaga deixada por Bellini. Pelo clube cruzmaltino, conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 e construiu uma trajetória de destaque.
Ao longo da carreira, o zagueiro também vestiu as camisas de Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico-PR, além de passagens pelo futebol internacional. O bom desempenho nos clubes abriu caminho para a Seleção Brasileira, pela qual atuou entre 1964 e 1972.
Com a camisa amarela, Brito disputou 61 partidas, acumulando 45 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrotas. Além do tricampeonato mundial de 1970, conquistou a Copa Roca de 1971 e a Taça Independência de 1972. O ex-zagueiro também integrou o elenco brasileiro que participou da Copa do Mundo de 1966.
A morte de Brito ocorre justamente durante a abertura da Copa do Mundo de 2026, reacendendo a memória de uma das gerações mais vitoriosas da história do futebol brasileiro. Reconhecido pela regularidade e pela entrega em campo, ele deixa um legado que atravessa gerações e permanece ligado à conquista de uma das seleções mais emblemáticas de todos os tempos.





















