Camila Jara lidera votação para a Câmara e PL conquista maior bancada de MS

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(Foto: Divulgação/PT)

Parcial do TSE aponta oito eleitos para deputado federal, com três vagas para o PL, duas para o Republicanos e duas para a União Progressista

Camila Jara (PT) terminou a apuração para a Câmara dos Deputados como a candidata mais votada de Mato Grosso do Sul neste domingo (4), com 150.364 votos. Na distribuição das oito cadeiras do estado, o PL aparece com a maior bancada, com três deputados, enquanto União Progressista e Republicanos ficam com duas vagas cada, e a federação Brasil da Esperança conquista uma cadeira.

Os números são da parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das 18h14, no horário local, quando 6.932 das 7.106 seções eleitorais haviam sido totalizadas, o equivalente a 97,55%. A composição das bancadas ainda depende da conclusão oficial da totalização e da proclamação dos eleitos pela Justiça Eleitoral.

Pela ordem de votação, os oito candidatos que aparecem dentro das vagas são Camila Jara (PT), com 150.364 votos; Marcos Pollon (PL), com 138.598; Rose Modesto (União Brasil), com 121.969; Mara Caseiro (PL), com 115.705; Rodolfo Nogueira (PL), com 102.130; Beto Pereira (Republicanos), com 76.143; Isa Marcondes (Republicanos), com 74.807; e Dagoberto Nogueira (PP), com 53.771.

Camila Jara foi responsável por 10,8% dos votos válidos para deputado federal e ficou próxima de atingir individualmente o quociente eleitoral. Apesar da votação expressiva, a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, fica com apenas uma cadeira na bancada de Mato Grosso do Sul.

O segundo candidato mais votado da federação foi Marquinhos Trad (PV), que obteve 31.071 votos e não alcançou o número mínimo exigido para disputar as vagas distribuídas pelas sobras. Com isso, Camila aparece como a única representante de um partido de esquerda entre os deputados federais eleitos na parcial.

Como ficou a distribuição das cadeiras

A eleição para deputado federal utiliza o sistema proporcional. Na parcial, foram contabilizados 1.387.065 votos válidos para o cargo. Dividido pelas oito cadeiras disponíveis em Mato Grosso do Sul, o número resulta em um quociente eleitoral de aproximadamente 173.383 votos.

Na primeira etapa, o PL somou 451.724 votos e alcançou dois quocientes, garantindo duas cadeiras. A União Progressista, formada por União Brasil e PP, teve 288.561 votos e conquistou uma vaga. O Republicanos, com 251.585 votos, também garantiu uma cadeira, assim como a federação Brasil da Esperança, que somou 240.208 votos.

As três vagas restantes foram definidas pelo cálculo das sobras. Para participar dessa etapa, partidos e federações precisam atingir pelo menos 80% do quociente eleitoral, enquanto os candidatos devem alcançar individualmente 20% desse valor.

Na sexta vaga, o PL levou vantagem e garantiu a cadeira para Rodolfo Nogueira. A sétima ficou com a União Progressista, que elegeu Dagoberto Nogueira. A oitava vaga foi conquistada pelo Republicanos, levando Isa Marcondes à Câmara.

A federação Brasil da Esperança não entrou na disputa pelas sobras porque Marquinhos Trad não atingiu a votação individual mínima. Luiz Ovando (PP), com 34.389 votos, também ficou abaixo do limite por apenas 288 votos.

Quem ficou de fora

Entre os candidatos que aparecem na fila de suplência, Jaime Verruck, do Republicanos, teve 48.892 votos e é o primeiro suplente da legenda. No PL, Cassy Monteiro aparece com 44.482 votos.

Na União Progressista, Luiz Ovando é o primeiro suplente, com 34.389 votos. Já na federação Brasil da Esperança, Marquinhos Trad lidera a lista de suplentes, com 31.071 votos.

Viviane Luiza (PSDB) recebeu 43.472 votos, superando as votações de Ovando e Marquinhos Trad, mas não conseguiu uma cadeira porque a federação PSDB/Cidadania somou 96.203 votos, abaixo dos 80% do quociente eleitoral necessários para participar da distribuição das sobras.

Com 451.724 votos, o PL reúne cerca de 32,6% dos votos válidos para deputado federal e fica com três das oito cadeiras de Mato Grosso do Sul, o equivalente a 37,5% da bancada estadual na Câmara.