
Candidatos passam a poder pedir votos, realizar comícios, carreatas e divulgar propostas nas redes sociais; em MS, oito disputam o Governo
A corrida eleitoral de 2026 entra oficialmente em uma nova etapa neste domingo (16), quando candidatos passam a poder pedir votos e divulgar propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelo Governo do Estado reúne oito candidatos, enquanto centenas de nomes concorrem às vagas de deputado estadual, deputado federal e Senado.
Até sábado (15), partidos e federações tiveram prazo para apresentar os registros de candidatura à Justiça Eleitoral. A partir deste domingo, começa o período de propaganda eleitoral, que poderá ser realizado até as 22h de 3 de outubro, véspera do primeiro turno.
Em eventual segundo turno, a propaganda de rua poderá ser feita até 24 de outubro.
O que está liberado a partir deste domingo
Com o início oficial da campanha, candidatos, partidos, federações e coligações poderão realizar atividades como:
- pedir votos de forma explícita;
- distribuir santinhos e outros materiais gráficos;
- promover caminhadas, carreatas e passeatas;
- realizar comícios;
- utilizar alto-falantes e amplificadores, dentro dos horários e distâncias estabelecidos pela legislação;
- divulgar propaganda em sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens;
- realizar lives relacionadas à campanha;
- impulsionar conteúdo eleitoral na internet, desde que sejam respeitadas as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
Os materiais impressos precisam trazer informações como o responsável pela confecção, o contratante e a quantidade produzida.
Os comícios com aparelhagem de sonorização fixa podem ocorrer das 8h à meia-noite. Já alto-falantes e amplificadores podem ser utilizados das 8h às 22h, respeitando as restrições de distância de locais como hospitais, escolas, quartéis, tribunais e órgãos públicos.
Propaganda na internet
A campanha eleitoral também começa oficialmente nas plataformas digitais neste domingo.
Candidatos poderão utilizar páginas próprias, sites de partidos, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar propostas e pedir votos.
A legislação, porém, estabelece limites para a publicidade eleitoral na internet. A propaganda paga é proibida, com exceção do impulsionamento de conteúdos dentro das condições previstas pela legislação eleitoral.
Outra regra que passa a valer é relacionada às lives. Transmissões realizadas por candidatos para promoção pessoal ou divulgação de atos relacionados ao exercício do mandato passam a ser consideradas atos de campanha, mesmo que não haja um pedido explícito de voto.
Inteligência artificial terá regras específicas
A eleição de 2026 também terá normas específicas para o uso de inteligência artificial na produção e alteração de conteúdos eleitorais.
Materiais sintéticos produzidos ou modificados por IA precisam ser identificados conforme as regras da Justiça Eleitoral. A regulamentação também prevê restrições específicas para conteúdos que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos e pessoas públicas.
Nos três dias anteriores à votação e nas 24 horas seguintes ao encerramento do pleito, fica proibida a publicação, republicação e o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou modificados por inteligência artificial que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo que estejam identificados como conteúdo gerado por IA.
Rádio e televisão começam depois
Apesar de a propaganda eleitoral geral começar neste domingo, o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá início posteriormente.
No primeiro turno, a propaganda eleitoral gratuita nesses meios será transmitida entre 28 de agosto e 1º de outubro.
Com isso, candidatos poderão começar a pedir votos e divulgar suas campanhas a partir deste domingo, mas ainda estarão sujeitos à fiscalização da Justiça Eleitoral e às regras previstas para cada modalidade de propaganda.
Oito candidatos disputam o Governo de MS

Em Mato Grosso do Sul, oito candidatos tiveram seus nomes registrados para disputar o Governo do Estado.
A lista inclui o atual governador Eduardo Riedel, que busca a reeleição, além de Fábio Trad, Delcídio do Amaral, João Henrique Catan, Renato Gomes, Lucien Rezende, Daniel Lemes e Jeferson Bezerra.
As candidaturas estão distribuídas entre diferentes partidos e federações, com chapas que também apresentam nomes para vice-governador e Senado.
Entre os candidatos a vice estão Barbosinha, Antônio João Jacinto, Gilda Maria Gomes, Mariliana Santos, Kaelly Virginia Saraiva, Silvia Benites, Thiago Martins e Valdenir Duarte. No caso da chapa de Renato Gomes, porém, o DC anunciou a substituição de Thiago Martins por Roberto Patzlaff, embora o cadastro apresentado ainda registrasse Martins como vice.
419 candidaturas registradas em MS
O sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contabilizava 419 registros de candidaturas em Mato Grosso do Sul até a noite de sábado.
Desse total, eram:
- 8 candidatos a governador;
- 8 candidatos a vice-governador;
- 10 candidatos ao Senado;
- 10 primeiros suplentes;
- 10 segundos suplentes;
- 122 candidatos a deputado federal;
- 251 candidatos a deputado estadual.
As eleições proporcionais concentram a maior parte dos registros, com 373 nomes na disputa por vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
A quantidade de candidaturas ainda pode sofrer alterações durante a análise da Justiça Eleitoral, que verifica documentação, condições de elegibilidade e demais requisitos legais.
Campanha começa com disputas em todo o país

A abertura oficial da propaganda também marca o início de atos públicos dos candidatos à Presidência da República.
Entre os primeiros compromissos previstos estão atividades de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo (SP); Flávio Bolsonaro (PL), em Copacabana (RJ); Ronaldo Caiado (PSD), em cidades de Goiás; Romeu Zema (Novo), em Montes Claros (MG); e Renan Santos (Missão), em São Paulo.
A partir deste domingo, portanto, a disputa deixa oficialmente a fase de pré-campanha e entra no período em que candidatos podem apresentar propostas, pedir votos e promover atos eleitorais — sempre dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.



















