As comarcas do interior do Poder Judiciário de MS estão cada vez mais aderindo à campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica. Na última semana, o juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 2ª Vara Criminal de Corumbá, onde tramitam os processo referentes à violência doméstica, articulou com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e Secretaria de Políticas Públicas e Cidadania, a divulgação e orientação para as farmácias e drogarias que abraçarem a campanha.

Assim, com a adesão de aproximadamente 98% das farmácias e drogarias do município de Corumbá e 100% do município de Ladário, a ação que disponibilizou mais uma oportunidade de auxiliar mulheres vítimas de violência e que não conseguem quebrar o ciclo de violência, ganha força na região pantaneira. Nas duas localidades, a campanha tem a participação efetiva de todos os integrantes da rede de atendimento à mulher em situação de violência e da imprensa.

E mais: As farmácias públicas municipais de Guia Lopes da Laguna e Jardim também vão participar da ação. Os prefeitos Jair Scapini e Guilherme Alves Monteiro assinaram com a Coordenadoria da Mulher do TJMS, comandada pela juíza Helena Alice Machado Coelho, o termo de adesão à campanha, comprometendo-se a treinar os colaboradores das farmácias e drogarias parceiras da ação, tornando-os capacitados para acolher, com sigilo e discrição, a vítima que sinalizar por socorro.
 
Para se identificar, a vítima precisa apenas fazer um X vermelho na mão, mostrar à pessoa que a estiver atendendo, que esta ligará 190 e acionará a polícia. Tudo feito com discrição para não alertar o agressor, caso esteja acompanhando a vítima.

A campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica é resultado do aumento significativo de violência contra a mulher em razão do distanciamento social, quando as vítimas são obrigadas a permanecer mais tempo em casa com seus agressores, e da constatação da subnotificação desses casos nas unidades policiais e judiciárias.

A campanha foi lançada em todo o país pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em parceria com os tribunais, associações e outros órgãos públicos e privados.

Comentários