Dados do IBGE revelam que 87,3 mil pessoas com idade acima de 60 anos vivem na Capital.
23/08/2019 15h58
Por: Alan Diógenes
Logo mais, no dia 26 deste mês, Campo Grande comemora 120 anos de idade com muitas histórias, acontecimentos e grandes mudanças em seu histórico. Igual a nossa Cidade Morena, aqui vivem vários vovôs e vovós que também carregam em sua bagagem muitos contos sobre a vida e é claro sobre o município onde vivem.
Muitos não sabem, mas entre os 885.711 habitantes que vivem na Capital, 10.063 são idosos com idade acima de 80 anos. Existem também aqueles acima de 60 anos, que também são considerados idosos e junto com eles somam-se 87.365. Eles também ajudaram e muito a construir a história de Campo Grande. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O último levantamento do instituto mostrou que 25.506 moradores estão com idade entre 60 e 64 anos; 13.858 são mulheres e 11.651 são homens. Vivendo com idades entre 65 a 69 anos existem 18.499 moradores; deste número 10.170 são mulheres e 8.329 homens. A pesquisa continua mostrando o número de moradores idosos, agora com idades entre 70 e 74 anos. São eles 14.260: 8.003 mulheres e 6.257 homens.
E por aí vai, 9.519 tem idades de 75 a 79 anos; 5.493 são mulheres e 4.025 homens. De 75 a 79 anos, existem 9.518 moradores, deles 5.493 são mulheres e 4.025 são homens. Ao todo, 5.917 são pessoas com idades acima de 80 até 84 anos, deles 3.511 são mulheres e 2.406 homens. De 85 a 89 anos, vivem 2.904 habitantes aqui na Capital, 1.739 mulheres e 1.165 homens.
E para quem acha quem não temos vovôs e vovós com idade acima de 90 anos está enganado. Com idades de 90 a 94 anos, vivem 799 pessoas em Campo Grande, 647 mulheres e 484 homens. De 95 a 99 anos, temos 359 moradores, sendo eles 234 mulheres e 125 homens. E ainda tem gente que merece uma comemoração especial no dia dos aniversários, com mais de 100 anos, existem 84 moradores residindo na cidade.
A Dona Maria de Carvalho da Silva, 87 anos, é um exemplo de idosa que vive esbanjando saúde e acompanha todas as mudanças que a Capital vem sofrendo com os anos. Hoje ela mora no Bairro Taquarussu, mas nem sempre foi assim. Ela conta que veio embora do Estado de Rondônia com toda família para Campo Grande há muitos anos em busca de emprego. Nessa época era ainda era adolescente.
Hoje ele mora em sua tão estimada casinha que construiu com o esforço do trabalhado na cidade, onde mora com os cinco filhos e netos até. A idosa lembrou que quando chegou ao local, o bairro era tomado por favelas e lixo. Conta ainda que viu o progresso chegar na porta de casa. “Hoje isso é aqui é bonito, tem árvores e até o ar é melhor para respirar. A construção civil tomou conta da cidade e melhorou a vida das pessoas. Temos mais segurança, educação e bem-estar, algo que era impossível de ter antigamente”, relatou.
Ela tem uma vida agitada, freqüenta a igreja todos os dias e vai ao Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, onde faz academia e alongamento. Está satisfeita com a vida que leva em Campo Grande. “Em outra cidade, duvido que eu teria isso. Só vou embora daqui quando Deus me Levar”, conclui.
Foi no mesmo bairro que a dona de casa conheceu sua a aposentada Leozina Morais dos Santos, 76 anos, considerada por ela sua melhor amiga. As duas são vizinhas e dividem paredes. Sabem tudo o que acontece na cidade.
Leozina veio embora do Estado de São Paulo depois que casou e teve com o segundo marido com quem tem quatro filhos, outros três são de outro casamento. Passou pela cidade de Dourados, a 230 quilômetros de Campo Grande, onde têm parentes, mas foi em uma visita à Capital, que ela acabou se apaixonando.
“Na época estávamos procurando um lugar tranqüilo para trabalhar e criar os filhos. Dourados era uma cidade pequena ainda e não tinha uma boa oportunidade de emprego pra trabalhar e nem boa educação pras crianças. Foi aqui em Campo Grande que as coisas deram certo, construímos uma casa de madeira, na época, e tocamos o barco. Até hoje, não me vejo morando em outro lugar”, frisou.
Conforme a medica geriatra Ana Paula de Oliveira Penaforte, em sua grande maioria, os idosos da cidade alcançaram idades bem avançadas e possuem boas condições de vida. “Elas são pessoas felizes, independente de em modo geral e ainda ativas em vários aspectos. Meus pacientes elogiam alguns aspectos que trazem impacto positivo à qualidade de vida deles, como a existência de parques para atividade física, praças para socialização e proximidade da família e amigos”, finalizou.






















