Inclusão social

Escolas municipais fazem ações de conscientização sobre a Síndrome de Down

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23/03/2019 13h47
Por: Da redação

 
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Cartazes de orientação, atividades lúdicas, vídeos e palestras, além de uma acolhida carinhosa foram alguns dos elementos utilizados durante a semana por diversas escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) para marcar o Dia Internacional da Síndrome de Down, ccelebrado no dia 21 de março, mas que foi trabalhado durante toda a semana por alunos e profissionais das escolas.

A intenção, de acordo com os gestores, foi esclarecer a comunidade escolar sobre a síndrome que ainda desperta dúvidas em muitas pessoas, já que chegada de alunos com Síndrome de Down nas escolas sempre geram dúvidas entre professores, diretores, crianças e familiares.

A chefe da Divisão de Educação Especial da Semed (Secretaria Municipal de Educação), Lizabete Coutinho, ressaltou que as ações das escolas são fundamentais no processo de inclusão social e que a integração entre as crianças com e sem deficiência é importante para o processo de aprendizagem de ambas.

A Reme conta com 84 alunos que têm a Síndrome de Down. "Sempre incentivamos as atividades que promovem o respeito e a inclusão desses alunos, não apenas em datas específicas porque é uma das prioridades da nossa gestão", afirmou.

Entre as escolas da Rede que organizaram atividades esta semana, estão a Professor Múcio Teixeira Júnior, Professor Licurgo de Oliveira Bastos, Nagen Jorge Saad, Desembargador Carlos Garcia de Queiroz, Padre Heitor Castoldi, Rafaela Abrão e Domingos Gonçalves Gomes.

Conversa com a comunidade

A palestra foi o instrumento escolhido pela direção da escola Múcio Teixeira, que levou a psicóloga Rosana Queiroz para conversar com as turmas do 6 e 7 ano, já que elas contam com alunos que têm a síndrome. Segundo o diretor-adjunto, Rodrigo Maluli Nucci, a psicóloga respondeu a questionamentos dos pais sobre como se relacionar com crianças que tenham a síndrome e derrubou vários mitos.

"Muitas pessoas ainda têm aquele pensamento antigo de que essas crianças não conseguem aprender ou trabalhar no futuro e a Rosana explicou que todas têm potencial e é preciso respeitar apenas o limite de cada uma", disse o diretor.

Na realidade, de acordo com a literatura médica, duas pessoas que apresentem o mesmo diagnóstico podem reagir de modos diferentes a uma mesma intervenção, por isso a recomendação dada aos educadores, inclusive nas formações oferecidas pela Semed, é a de conhecer todos de forma individual para perceber como cada um aprende e dessa forma, valorizar suas particularidades.

Mãe de Pietro, de dez anos, a dona de casa Elizabete Barbosa, apoia a iniciativa da escola e aposta em outras ações para incentivar o respeito e combater o bullying. "Muitas pessoas discriminam por falta de informação e a palestra foi muito esclarecedora em mostrar que essas crianças devem ser tratadas como as demais", pontuou.

O pequeno Pietro, que desde o 1 ano estuda com uma colega que têm Síndrome de Down, conta que o mais importante da palestra foi a mensagem de respeito. "Todos da escola têm muito carinho pela minha amiga e a gente tem que aprender a respeitar", disse.

Carinhos diversos

Já os funcionários da escola Carlos Garcia, mesmo sem contar com alunos que têm a Síndrome de Down na unidade, realizaram um movimento mostrando a importância da igualdade. "Fizemos uma ação para lembrar que todos somos seres humanos independente de suas diferenças", destacou a diretora Rosa Dávalos Rodrigues.

Nas escolas Domingos Gonçalves Gomes e Rafaela Abrão, textos produzidos por alunos e um vídeo esclarecendo sobre a síndrome foram os recursos escolhidos para conscientizar as turmas, assim como na escola Licurgo. Na escola Nagen, o diferencial foi uma aula com a participação da aluna Samyra Valentina, que falou para sua turma de 5 ano sobre sua rotina, gostos pessoais e potencialidades. A diretora da unidade, Iracema Lino da Silva, explicou que a equipe da sala de recursos preparou um material abordando questões relacionadas a síndrome, informando pelo menos 300 alunos.

Já na escola Padre Heitor Castoldi houve uma acolhida nos dois períodos com direito a entrega de lembranças alusivas à data e visitas nas salas de aulas pelos profissionais, falando sobre a importância da inclusão e da data.

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