Capital recebe exposição inédita com protagonismo indígena a partir de 13 de agosto

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(Foto: Saul Schramm)

O Sesc MS inaugura, no dia 13 de agosto, a exposição “Artistas da Natureza”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande, com entrada gratuita. Pela primeira vez no estado, uma mostra será inteiramente dedicada ao protagonismo indígena, reunindo obras, saberes e expressões culturais de oito etnias presentes em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa integra os projetos Sesc Raízes, Sesc Mediações e Sesc LABmais, com apoio da Fundação de Cultura de MS, da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários e da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação da UFMS.

O título da exposição nasceu a partir das palavras de um ancião Kinikinau — “os povos indígenas são artistas da natureza” — e foi proposto pela artista e educadora Benilda Kadiwéu, que atua como curadora da mostra. Ela terá a consultoria de Sol Terena e Yvoty Medina (AVA-Guarani).

Em cartaz até 26 de setembro, a exposição busca promover o reconhecimento, a valorização e a preservação das culturas indígenas do estado, fortalecendo o diálogo intercultural e contribuindo para a formação da identidade regional. O público poderá conhecer produções de artistas das etnias Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Atikum, Ofaié e Guató.

Serão expostos cerâmicas, esculturas, pinturas, vestuários, produções audiovisuais e outras expressões que atravessam gerações e territórios, com a participação de 27 artistas de diferentes cidades. Para Fabrício Machado, analista de Linguagens Artísticas Digitais do Sesc MS e idealizador do projeto, a mostra representa um marco.

“Por muito tempo, o indígena foi visto apenas como artesão. Esta exposição vem para quebrar esse estereótipo, colocando esses artistas nos espaços antes negados a eles, os mesmos ocupados pelos grandes nomes da arte”, afirma.

O público terá acesso a conteúdos complementares por meio de QR Codes, enquanto estudantes de 14 escolas participarão de visitas mediadas com transporte incluso. O projeto também prevê oficinas, a produção de um documentário e a formação de mediadores culturais.

A visitação estará aberta de terça a sexta-feira, das 14h às 20h, e aos sábados, das 9h às 18h, sempre com entrada gratuita.