Capital terá torneio de futebol de jovens de comunidades indígenas

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(Foto: divulgação Ascom PMCG)

A Prefeitura de Campo Grande, o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região e o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, lançaram na noite desta sexta-feira (5), o 1º Torneio de Futebol de Jovens das Comunidades Indígenas. As entidades e várias autoridades e lideranças indígenas, se reuniram para o lançamento ação, que está programada a ser realizada de 19 a 21 deste mês. O evento que tem previsão de reunir até 3 mil pessoas, ocorrerá no Estádio Jacques da Luz, na Moreninha II, com entrada gratuita à população.

Conforme organização, o campeonato reunirá jovens 160 atletas, de 16 a 20 anos, das etnias Terena, Guarani e Kadiwéu. São oito times convidados dos municípios de: Campo Grande, Caarapó, Dourados, Amambai, Miranda, Aquidauana/Taunay, Sidrolândia/Dois Irmãos do Buriti. Os primeiros colocados irão receber premiação. As lideranças organizadoras das equipes receberam coletes e bolas de futebol.

A ação faz parte do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, do TRT, e seu objetivo é incentivar a permanência na escola por meio do esporte e combater a exploração da mão-de-obra infantil.

Capital terá torneio de futebol de jovens de comunidades indígenas

O diretor-presidente da Fundação Municipal de Esporte, Odair Serrano, falou sobre a parceria. “Temos experiência com a realização de jogos indígenas. Já promovemos alguns. Esse convite do TRT mostra o quanto a Fundação é prestigiada para realizar esse tipo de evento. É um prestígio imenso participar dessa parceria. As populações indígenas também são muito parceiras e sempre estão nos campeonatos levando alegria para sua comunidade”.

Jovens sonharem

Coordenador de assuntos indígenas da Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos (SDHU), disse que a competição estimula a competição esportiva entre diferentes etnias. “Tivemos muitas perdas durante a pandemia e esse evento vem a somar, alegrar a comunidade, e, principalmente fazer nossos jovens voltarem a sonhar”, disse.

O Desembargador do TRT, João de Deus defendeu a importância deste tipo de ação. “É um pilar da educação, de sustentação que a gente deseja para as crianças, principalmente as que vivem nas aldeias, junto com o esporte, porque, um agrega o outro. Nada melhor do que usar esse projeto contra o trabalho infantil, voltado para os povos indígenas”.