(Foto: divulgação CCZ)

O Centro de Controle de Zoonoses de Campo Grande (CCEV) alerta a população sobre os riscos de ter contato com morcegos encontrados caídos dentro de casa, no quintal ou praças, parques e vias públicas. O animal pode transmitir Raiva e a transmissão da doença acontece quando se tem contato direto com a sua pele ou saliva , ou a partir da mordida, lambidas ou machucados causados por mamíferos contaminados, incluindo animais domésticos, como cães e gatos.

Os morcegos geralmente ocupam copas e folhagens de árvores e arbustos, mas podem procurar um espaço doméstico que esteja escuro para se abrigar, como forros, lajes, sótãos, porões, caixas de ar-condicionado, calhas, ambientes abandonados, entre outros. Por isso é importante manter estes locais sempre vedados.

Quem encontrar um morcego  (vivo ou morto) deve isolar o animal e entrar em contato com o CCZ por telefone. É necessário ainda evitar que os animais de estimação tenham contato com o morcego. Pode se fazer a captura utilizando um balde ou uma caixa de papelão, sempre evitando o contato direto com o animal. A recomendação é utilizar luvas e manusear com auxílio de um outro material.

Nem todos os morcegos estão infectados com o vírus da Raiva, no entanto todos os cuidados são necessários. Eles possuem hábitos crepuscular e noturno, porém quando estão doentes, podem ser vistos durante o dia e caídos no chão. Incurável nos animais e fatal em 100% dos casos, a doença é uma zoonose e, portanto, também pode afetar os seres humanos. A raiva é letal aos humanos.

Apesar de perigo, morcegos também são protegidos

Os morcegos são protegidos pela Lei Federal 9.605 de fevereiro de 1998 e, portanto, não devem ser caçados ou mortos. Diversas espécies de morcegos convivem nos centros urbanos, se valendo, direta ou indiretamente, e em diferentes níveis, das profundas alterações ambientais realizadas pelo homem. Eles são extremamente importantes para manutenção do equilíbrio ambiental, pois fazem a polinização de plantas, disseminam sementes e controlam a população de insetos.

De 2011 a 2021, foram registrados 63 casos positivos para raiva em morcegos em Campo Grande. O último caso de raiva aninal foi registrado em 2011, em um cão que contraiu uma cepa da doença encontrada em morcegos.

A médica veterinária do CCZ, Maria Aparecida Conche Cunha, explica sobre a importância se manter a vacinação de cães e gatos contra a doença em dia.

“Somente através da vacinação é possível quebrar a transmissão do vírus e proteger a nós e nossos animais do vírus que é fatal”, pontua. A vacina é disponibilizada gratuitamente no órgão ou de casa em casa durante a campanha que ocorre anualmente.

Se uma pessoa entrar em contato direto com morcego ou for mordido por algum animal doméstico ou silvestre, deve procurar, imediatamente, a unidade de pronto atendimento (UPA/CRS) mais próxima.

Serviço

O telefone de atendimento em caso de morcegos encontrados em residência é o 3313-5000 ou diretamente no número da Ouvidoria 3314-9955, que irá direcionar a demanda a órgão.

Vacinação antirrábica

A vacina antirrábica para cães e gatos está disponível o ano todo no CCZ, todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados.

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