O custo da cesta básica em Campo Grande caiu ligeiramente em agosto: recuou 0,49% na comparação com julho, fechando o mês em R$ 805,13. A queda amenizou a pressão sobre o orçamento, mas o valor acumula alta de 4,73% em 12 meses e de 3,77% neste ano até agora.
A informação consta na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab, divulgada nessa quinta-feira (10).
No ranking nacional das cestas básicas mais caras, a Capital de Mato Grosso do Sul ocupa a sexta colocação, ficando atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porta Alegre.
Quem caiu e quem subiu
A redução veio puxada principalmente por hortifrúti e grãos: o tomate despencou -27,09%, a batata caiu -20,10%, o feijão carioca recuou -5,09%, o café em pó baixou -1,63% e o pão francês teve leve queda de -0,44%.
Por outro lado, oito itens ficaram mais caros — com destaque para a banana, que subiu 9,03%, e o leite integral, com alta de 7,42%. A carne bovina de primeira ficou 4,81% mais cara, seguida por arroz, óleo, farinha, manteiga e açúcar, com reajustes mais modestos.
Olhando para trás, o peso é maior
No acumulado de 12 meses, o cenário mostra pressão em alimentos essenciais: a batata disparou 39,42%, o feijão carioca subiu 31,04% e a carne bovina de primeira avançou 10,26%.
Já o açúcar, o café e o arroz registraram quedas expressivas no período. No balanço deste ano, o feijão e a batata continuam liderando as altas, enquanto o açúcar e o café seguem em queda.
Trabalhador precisa de mais de 109 horas só para comer
Para comprar a cesta básica em agosto, o trabalhador que recebe um salário mínimo precisou dedicar 109 horas e 16 minutos de serviço — pouco menos que as 109 horas e 49 minutos de julho.
Quando se considera o salário líquido, após descontos previdenciários, a cesta comprometeu 53,70% de toda a renda. Ou seja: mais da metade do salário líquido vai só para alimentação.
Embora o percentual tenha caído em relação a julho e também em comparação com agosto de 2025, quando comprometeu 54,75%, o peso sobre o bolso segue elevado.











