Centro é referência em MS e já tratou mais de 1700 crianças em duas décadas

Em 2020, o CETOHI (Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil) comemora 20 anos de operação, tratando crianças e adolescentes com câncer de todo o Mato Grosso do Sul e até mesmo países fronteiriços, o que faz dele o centro de referência no tratamento do câncer infantojuvenil no Estado e um dos mais conceituados da região Centro-Oeste.

Nessas duas décadas, já foram tratados cerca de 1700 pacientes de 0 a 19 anos com câncer e mais de 1500 crianças com doenças hematológicas.

O CETOHI se situa no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e tem um andar totalmente dedicado a ele. Lá é realizado o atendimento inicial a crianças e adolescentes com suspeita de doença onco hematológicas malignas ou não e também o tratamento quimioterápico, cirúrgico e clínico desses pacientes.

Além disso, o CETOHI conta com uma equipe altamente capacitada, com profissionais preparados para tratar dessa doença tão difícil. O time é constituído por médicos especialistas em Cancerologia Pediátrica, Hematologia e Hemoterapia e também em Transplante de Medula Óssea. “Trabalhamos em equipe com todas as outras áreas médicas do Hospital Regional como cirurgia pediátrica, médicos intensivistas, cirurgiões de tórax, endocrinologistas, neurologistas, urologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, pediatras , nefrologistas, nutrólogos, enfermeiros e para completar, temos uma equipe multidisciplinar especializada no tratamento do câncer infantil, cedida pela AACC/MS, com fisioterapeuta, nutricionistas, assistentes sociais, dentista, psicólogas e ainda os voluntários da instituição que, todos juntos, fazem a diferença no acompanhamento da criança e seus familiares durante todas as fases do tratamento”, explica o oncologista pediátrico Marcelo dos Santos Souza, responsável pelo CETOHI.

Esse trabalho integrado e multidisciplinar tem resultados visíveis e é o grande diferencial no trabalho do centro de tratamento. Quando o CETOHI abriu suas portas, em 2000, o índice de cura era de 10%, mas hoje, está próximo dos 70%. “Isto varia de cada tipo de câncer e de quão avançada está a doença quando o paciente chega para tratamento. Tem câncer que tem 100% de cura, como os tumores de fígado, por exemplo”, pontua doutor Marcelo.

O cuidado com os pacientes é presente em todo o tratamento, que é acompanhado da melhor maneira possível em todos os estágios. Segundo Flavia Castro Souto, analista de laboratório do CETOHI, alguns exames chegam a ser enviados para laboratórios em São Paulo. Com os resultados, é mais fácil saber quais protocolos devem ser seguidos para cada paciente, o que ajuda no sucesso do tratamento, bem como o acompanhamento de todas as fases.

Os bons índices de cura não estão apenas na eficiência no tratamento, mas também em um trabalho que se inicia na base, com informação e formação dos profissionais da Saúde Básica do Estado. “Esse trabalho é feito há mais de 10 anos englobando agentes de saúde até médicos. Eles recebem treinamento sobre diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, coordenado pela AACC/MS. Essa prática ajuda muito a fazer a diferença para que as crianças cheguem mais rápido até o CETOHI, com doença menos avançada e consequentemente com maiores chances de cura”, explica.

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