CG tem 76% sem vacina contra paralisia infantil a 4 dias do fim da campanha

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O que a realidade está mostrando e ou nos reserva a um futuro bem próximo, no que diz respeito a proteção de nossas crianças contra doenças, em especial a erradicada no Brasil, mas voltando no Mundo, Paralisia Infantil (PI). O que aconteceu em nosso País, que era exemplo em vacinação, principalmente na imunização contra a Poliomielite ? São perguntas que restam fazer ante que, 76% das crianças, público alvo, em Campo Grande, estão sem a vacina contra polio, a quatro dias do fim da campanha, que já foi prorrogada e acontece a quase dois meses.

A campanha de multivacinação, em especial contra Polio, está prevista para finalizar nesta sexta-feira (30), sendo que deve atingir, no ritmo que se encontra, no máximo 30% ante o esperado 95% das quase 58 mil crianças, entre 1 e 4 anos, qu deveriam ser vacinadas na Capital. A realidade municipal, não é exclusiva, pois o contexto se repete em todo o Brasil, com mais ou menos intensidade.

Conforme a Sesau (Secretaria municial de Saúde), até esta terça-feira (27), mais de 44 mil crianças na idade, ou seja 76,6%, ainda não foram levadas à uma unidade de saúde pelos pais ou responsáveis para verificar a necessidade de receberem a dose de reforço da vacina contra poliomielite. Assim, até o momento, pouco mais de 23% de público alvo foi imunizado com a dose em gotinhas do imunobiológico. 

São mais de 57,4 mil crianças nesta faixa etária em Campo Grande, que devem ser vacinadas indiscriminadamente, a única exceção é se ela tiver recebido a dose há menos de 30 dias. Segundo a orientação do Ministério da Saúde, 95% deste público deveria receber a vacina, e assim seria possível garantir que a poliomielite, que circula em outros países, não fosse reinserida no território nacional novamente por pelo menos mais um ano. 

Perigo que pode chegar em breve no Brasil

A falta de incentivo nos últimos quatro anos, por parte do Governo Federal, e até ao contrário, apoiando o negacionismo de grupos contra a Ciência e em especial contra as vacinas, pode trazer ou fazer virar uma tragédia nacional no presente e futuro desta geração ante que a mais de 30 anos, o Pais erradicou a doença que ceifou vidas ou fazia vitimas com sequelas da paralisia motora infantil, até os anos de 1990.

Países como Estados Unidos, que estavam há mais de uma década sem registrar nenhum caso da doença, também conhecida como paralisia infantil, já confirmaram novos casos de pacientes contaminados e que apresentam sintomas de enfraquecimento muscular grave, provocando a perda gradativa ou total do movimento principalmente dos membros inferiores. 

“Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil é um país que tem um risco altíssimo de reinserção do vírus, assim como aconteceu com o sarampo, justamente por causa da baixa cobertura vacinal”, explica a superintendente de vigilância em saúde, Veruska Lahdo. 

Os que já foram

Em Campo Grande, desde o início da campanha, em 08 de agosto, apenas 13.343 crianças entre 1 e 4 anos estiveram em uma das 73 unidades de saúde da Capital para verificar a necessidade de se vacinar. Desse total, 11.736 receberam a dose, o que corresponde a 87% de quem foi até a unidade de saúde, ao menos verificar a situação. 

“Esse alto número de vacinados em relação à procura pela dose, comprova que são pouquíssimos casos de crianças na cidade que não se enquadra para a vacinação. A dose é aplicada de forma indiscriminada, mesmo que a criança já tenha recebido esse reforço há mais de 30 dias”, completa a superintendente.