Chikungunya mata mais uma pessoa em MS e número de casos confirmados passa dos 3,4 mil

12
Mosquito Aedes Aegipty transmissor da dengue e da febre chikungunya (Foto: Edemir Rodrigues/Gov. de MS)

Mais uma morte foi provocada pela chikungunya em Mato Grosso do Sul. A informação consta no boletim epidemiológico semanal divulgada nessa quinta-feira (23) pela Secretaria do Estado de Saúde (SES). Com mais esse registro, o número total de óbitos neste ano provocados pela doença chegou a 13.

A nova vítima é uma idosa de 87 anos, residente em Bonito e com diagnóstico de hipertensão arterial. Ela apresentou o início dos sintomas em 8 de abril, falecendo no dia 19 e a confirmação da chikungunya ocorreu no dia 20. Esse é o segundo óbito confirmado em Bonito, o outro foi de homem de 72 anos, ocorrido no dia 19 de março. A SES apura ainda mais duas mortes.

Com relação ao número de casos prováveis, houve um aumento de 2.247 na comparação com o boletim da semana passada, totalizando agora 7.599. Desse total, 3.490 já foram confirmados, sendo 851 novos no período de uma semana. São 52 gestantes, sendo que no boletim anterior eram 46.

O novo boletim também ampliou o número de cidades na lista vermelha da alta incidência, de 16 para 21, enquanto o número de cidades que não registrava nenhuma notificação suspeita da doença diminuiu para apenas quatro, até então, eram cinco nessa condição. No ranking das cidades com mais casos confirmados, estão Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Bonito e Sete Quedas.

A chikungunya é causada por vírus (CHIKV), do gênero Alphavirus, possuindo quatro genótipos, sendo que dois são encontrados no Brasil. A principal forma de transmissão é pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Outras formas menos comuns de transmissão são por meio de transfusão de sangue ou da gestante para o bebê. Não há transmissão por contato direto com um doente.

Os sintomas são febre alta, dor intensa nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, inchaço nas articulações, calafrios, vômitos e diarreia. Não existe tratamento específico, o manejo das pessoas doentes é realizado de forma a reduzir sintomas, que podem levar ao óbito.

Veja o boletim da semana: