Cirurgias eletivas são suspensas na Santa Casa por falta de repasse do Poder Público

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Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 29, o diretor-presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Esacheu Nascimento disse que o atraso é desde julho deste ano.

29/10/2019 14h49
Por: Alan Diógenes

O Poder Público não repassou o valor firmado em contrato para manter a Santa Casa de Campo Grande e as cirurgias eletivas foram suspensas desde a sexta-feira, 25, no hospital. Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 29, o diretor-presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Esacheu Nascimento disse que o atraso é desde julho deste ano.

Conforme o presidente da entidade que mantém o hospital, também há falta de medicamentos para atender as cirurgias eletivas e os atendimentos de urgência e emergência. Ele afirmou que, por dia são realizadas 150 cirurgias, destas cerca de 50 são eletivas, ou seja, 250 pacientes deixaram de ter o procedimento realizado desde a paralisação.

Disse ainda que o Poder Público deve R$ 18,6 milhões ao hospital, conforme firmado em contrato. Deste montante, R$ 8,7 milhões são do Governo do Estado, R$ 6,9 milhões da Prefeitura e mais R$ 3 milhões da gestão municipal para aqueles atendimentos de alta complexidade.

Também está sendo cobrado o valor de R$ 6 milhões da Prefeitura Municipal, em relação ao atendimento do plano de saúde dos servidores municipais, vinculado ao (IMPCG).

O MPMS – Ministério Público de Mato Grosso do Sul já foi acionado pelo hospital, mas segundo o presidente, até o momento não houve resposta nem do órgão e nem do Executivo Municipal.

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