Com apenas 30% de cobertura vacinal, Capital prevê aumento de doenças respiratórias

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Campo Grande já registra 11 mortes por influenza neste ano, aponta Sesau (Foto: PMCG)

Campo Grande contabiliza casos de influenza e síndromes graves em meio às primeiras ondas de frio

As primeiras ondas de frio em Campo Grande já começam a refletir diretamente nos atendimentos de saúde da Capital. Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, a Secretaria Municipal de Saúde acendeu o alerta para o crescimento de casos graves de gripe e outras síndromes respiratórias, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande apontam que a cidade já contabiliza 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano, além de 49 mortes relacionadas à doença.

Entre os casos confirmados de influenza, também conhecida como gripe, foram registrados 69 diagnósticos e 11 óbitos na Capital.

A preocupação da Vigilância em Saúde é de que os impactos da primeira frente fria mais intensa do ano sejam percebidos nos próximos dias, aumentando a procura por atendimento nas unidades de saúde e pressionando o sistema público.

“O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, afirma Veruska Lahdo.

Segundo a Sesau, diferentes vírus respiratórios seguem em circulação e apresentam níveis distintos de gravidade. O rinovírus, responsável pelo resfriado comum, é o mais frequente e também pode provocar complicações em situações específicas.

Já a influenza preocupa principalmente adultos jovens, idosos e pacientes com doenças preexistentes, enquanto o vírus sincicial respiratório representa maior risco para crianças menores de dois anos.

A secretaria destaca que o período de temperaturas mais baixas costuma provocar aumento nos casos de gripes, resfriados e síndromes respiratórias graves, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.

Apesar do avanço das doenças respiratórias, a cobertura vacinal contra influenza segue abaixo do esperado em Campo Grande. Atualmente, apenas 30,7% do público prioritário recebeu a vacina.

De acordo com Veruska Lahdo, a imunização é considerada a principal ferramenta para reduzir complicações, internações e mortes causadas pela gripe.

“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário faça a adesão, procure as unidades de saúde para se imunizar. A vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações”, reforça.

A ampliação da vacinação para outros públicos ainda depende de autorização do Ministério da Saúde e do envio de novas doses pelo Programa Nacional de Imunizações.

Enquanto isso, a orientação das autoridades de saúde é para manutenção de medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais, evitar ambientes fechados e aglomerações, além de atenção aos sinais de agravamento da doença.

A Sesau também reforça o pedido para que crianças, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades procurem as unidades de saúde para receber a vacina contra a influenza.