Magnus vibrou com o título inédito em Dourados (Foto: Mônia Cris/CBFS)

Público agitado, que volta a torcer nas arquibancadas em uma partida de futsal organizada pela Confederação Brasileira (CBFS) após um ano e meio. Em quadra, disputa centímetro por centímetro entre duas camisas pesadas do esporte da bola pesada, com grandes personagens. Placar apertado e emoção até o último segundo. Magnus Futsal (SP) e Joinville EC (SC) fizeram a final da 48ª Taça Brasil de Clubes de Futsal – Divisão Especial neste sábado (31), no ginásio da Unigran, em Dourados.

E o troféu vai para Sorocaba (SP), o primeiro do Cachorrão em sua extensa galeria. Com início em 25 de julho, a principal competição da CBFS teve o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte), como um dos principais apoiadores.

Equipe mais goleadora do torneio, o Magnus começou em cima do adversário. Subiu a primeira linha, foi incisivo, roubando muitas bolas na saída Tricolor, e não demorou a inaugurar o placar. Rodrigo Hardy, o “Capita”, arriscou para o gol, a bola atingiu em cheio Machado e sobrou quicando para Ricardinho, que fuzilou à baliza. A ida ao intervalo poderia ter sido mais tranquila, mas o goleiro Willian segurou as investidas sorocabanas.

No segundo tempo, o Coelho equilibrou as ações e chegou à igualdade. Daniel tentou bater rumo ao segundo poste, a bola resvalou na defesa aurinegra e Renatinho concretizou com precisão: 1 a 1. Mal deu tempo de comemorar. No lance seguinte, Danilo Baron chutou cruzado para o meio da área e encontrou Sinoê, que estava lá para guardar.

A dois minutos do fim, o Tricolor catarinense apostou no goleiro-linha e sofreu mais um. De três dedos, antes do meio da quadra, Rodrigo Hardy colocou a bola no fundo do gol vazio. Com um homem a mais no campo de ataque, o JEC acelerou a troca de passes e teve êxito. Daniel passou no meio de dois e presentou Dieguinho que, embaixo da linha, empurrou: 3 a 2. A partir daí, o representante catarinense forçou até o último segundo, mas não conseguir levar a disputa à prorrogação.

“Título que faltava. Somos a equipe mais nova com mais títulos do futsal brasileiro. Fazer parte desse projeto é muito importante e esse grupo, que já fez muita coisa, está de parabéns. É um trabalho muito sério e os frutos estão sendo colhidos. Estou muito feliz e temos que comemorar”, festejou o experiente goleiro Djony.

Para o pivô Sinoê, não faltou entrega dentro de quadra. “Apesar da minha idade, o Magnus apostou em mim, estou motivado e tenho mais títulos para dar. Nosso time teve muita raça, vontade e determinação para buscar esse título. Agora vamos em busca de mais”.

Artilheiro da competição com sete anotados, Rodrigo Hardy, o “Capita” e “Torpedo Humano”, chegou ao gol número 300 com a camisa do Magnus. “Com esse título, brincamos que zeramos o jogo. Ganhamos todos os títulos, na oitava temporada do clube. Completei 300 gols com a camisa do Magnus e estou muito feliz”, enfatizou o fixo da seleção brasileira.

O Joinville não alcançou o tricampeonato, mas não tem tempo para se lamentar. A equipe não retorna à Santa Catarina, pois enfrenta, na terça-feira (3), às 18 horas (horário de MS), o Juventude AG, no ginásio da Unigran, em Dourados, pela 12ª rodada da Liga Nacional de Futsal (LNF) 2021.

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