Comboio de barcaças ultrapassou limite e colidiu com proteção da ponte em Corumbá

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Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262 (Foto: Arquivo/Defesa Civil de Corumbá)

Um comboio de barcaças a serviço de uma mineradora colidiu contra as estruturas de proteção (dolphins) da ponte sobre o rio Paraguai, na rodovia federal BR-262. O sinistro aconteceu por volta das 13h40 de segunda-feira (31).

A apuração apontou que a colisão ocorreu porque o comboio teria ultrapassado o limite de duas unidades lado a lado permitido para a travessia. A estrutura de proteção amorteceu o impacto e não foram identificados danos estruturais na ponte.

Proteção amorteceu o impacto; ponte segue em tráfego

A embarcação atingiu diretamente um dos dolphins — estruturas projetadas justamente para proteger os pilares — e depois resvalou no pilar. Segundo a Agesul, a proteção absorveu grande parte da força e não há risco iminente à estrutura.

A ponte é o principal corredor de entrada e saíde do município e atualmente passa por obras de recuperação com investimento de mais de R$ 11,7 milhões e o tráfego segue em sistema de pare-e-siga, sem interdição.

Formação irregular é o ponto central da investigação

Dados preliminares indicam que o comboio descumpriria regra de navegação local, que permite no máximo duas unidades de carga lado a lado na travessia. A formação teria sido maior e, possivelmente, a causa do desvio de percurso e da colisão.

A embarcação foi retida e duas investigações foram abertas. A Polícia Civil apura inicialmente atentado contra a segurança do transporte fluvial e dano qualificado ao patrimônio público. A classificação é provisória.

Três esferas de apuração e perícia nesta terça-feira

  • ⚖️ Polícia Civil (1ª Delegacia de Corumbá): inquérito policial sobre responsabilidade criminal;
  • Marinha do Brasil / Capitania Fluvial do Pantanal: Inquérito Administrativo de Acidentes de Navegação;
  • 💰 Esfera civil: reparação por eventuais danos.

Nesta terça-feira (1º), técnicos da Polícia Civil, Polícia Científica e Marinha realizam perícia conjunta. O comandante da embarcação e representantes da empresa serão ouvidos. A mineradora responsável afirmou estar empenhada na apuração dos fatos.

Ponte já sofreu colisões graves no passado

A estrutura, inaugurada em 2001, acumula histórico de abalroamentos:

  • 2011: fenda de 20 cm no pilar central; ponte interditada por 6 horas;
  • 2014: deslocamento de bloco de sustentação; emergência decretada por 6 meses;
  • 2016 e 2020: novos danos a proteções e pilares.