Índice da CNC recuou para 92,2 pontos em abril e permanece abaixo da linha de otimismo
Mesmo com uma leve melhora na percepção sobre o momento atual da economia, os empresários do comércio de Campo Grande seguem desconfiados em relação aos próximos meses. Em abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) voltou a cair e permaneceu abaixo dos 100 pontos — nível considerado de pessimismo pelo setor. O indicador fechou abril em 92,2 pontos, com retração de 2,4% em comparação com março, aprofundando o movimento de perda de confiança entre os comerciantes da Capital.
A pesquisa é realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF/MS). Os dados apontam piora principalmente nas expectativas dos empresários sobre o desempenho da economia brasileira e do comércio nos próximos meses.
O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) registrou queda de 7,7% em abril. Dentro desse indicador, a percepção sobre a economia brasileira foi a que apresentou maior retração, com recuo de 11,1%. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) teve leve alta de 0,4%, mas o resultado ainda demonstra cautela por parte dos empresários na hora de investir ou ampliar os negócios.
Outro dado que chamou atenção foi o Indicador de Contratação de Funcionários, que caiu 1,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete um ambiente de maior insegurança para expansão das equipes no comércio.
Segundo a economista do IPF/MS, Regiane Dedé de Oliveira, o cenário é influenciado por incertezas econômicas e debates que afetam diretamente o planejamento do empresariado. “A permanência do índice abaixo dos 100 pontos demonstra que o empresário segue cauteloso. Questões relacionadas ao mercado de trabalho e aos custos operacionais acabam influenciando as expectativas do setor, especialmente em segmentos que dependem fortemente de mão de obra e precisam avaliar custos, produtividade e capacidade de contratação”, afirmou.
Apesar do cenário mais retraído, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) apresentou avanço de 4,3% no mês, indicando percepção um pouco mais positiva sobre o momento atual da economia. Ainda assim, o resultado não foi suficiente para reverter o quadro geral de pessimismo registrado entre os empresários de Campo Grande.




















