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terça-feira, 16 de julho, 2024
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Conheça os cinco golpes cibernéticos mais comuns do Brasil e saiba como se proteger

Dados divulgados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nessa quinta-feira (16) revelaram quais são os cinco golpes cibernéticos mais comuns no País. Os autores conseguem induzir a vítima a fazer transferências bancárias via PIX, subtraindo o dinheiro de uma forma muito fácil.

Abaixo, você confere quais são esses golpes e também entente o seu mecanismo para evitar ser mais uma vítima e perder dinheiro.

1 = Golpe do 0800

Nesta modalidade, os bandidos enviam uma mensagem de SMS se passando por um banco e informando que há uma compra suspeita de alto valor. Na sequência, pedem para a pessoa entrar em contato com uma suposta central de atendimento para receber auxílio.

A mensagem em questão é enviada por um número 0800 e ao ligar para a suposta central de atendimento, o golpista diz que a transação está em análise e ainda não aparece na fatura do cliente.

A vítima, então, é induzida a fornecer dados pessoais, fazer uma transação para “regularizar” a situação ou baixar algum software espião que pode dar aos criminosos acesso completo ao seu celular.

A Febraban orienta que nunca se deve ligar para números recebidos por mensagens, mesmo os que comecem 0800. Caso queira ligar para o seu banco, o ideal é consultar o número no verso do cartão de crédito ou débito.

Além disso, os bancos ligam para os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca pedem dados como senhas, token e outros dados pessoais. Também não pedem para que clientes façam transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento para supostamente regularizar problemas na conta.

2 – Golpe da tarefa

Neste golpe, usando aplicativos de mensagens, os golpistas prometem pagamentos por tarefas aparentemente simples, por exemplo, curtir publicações, seguir perfis, fazer comentários.

Em algum momento, os golpistas podem pedir um pequeno investimento inicial para “liberar” ou “aumentar” os ganhos, ou solicitam informações pessoais e dados bancários sob o pretexto de pagamento. Mas o valor prometido pelo bandido nunca é enviado.

A orientação é sempre a desconfiar de uma proposta de trabalho que seja preciso pagar antes de receber o dinheiro, bem como de promessas de vantagens exageradas. E jamais depositar dinheiro na conta com finalidade de garantir uma oportunidade ou um negócio.

3 – Golpe da clonagem do WhatsApp

Neste, o criminoso envia mensagens pelo WhatsApp fingindo ser de uma empresa que a vítima tem cadastro, e pede para passar um código de segurança que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Com esse código, o criminoso consegue acessar a conta de WhatsApp em outro celular e enviar mensagens para os contatos da pessoa, se passando por ela, pedindo dinheiro emprestado via PIX.

A recomendação neste caso é o uso da opção de “Verificação em duas etapas” do seu aplicativo para evitar clonagens.

4 – Golpe de engenharia social com WhatsApp

Neste caso, o bandido não usa o contato verdadeiro da vítima, mas sim um novo número. Para ficar com uma aparência legítima, cadastra com o nome da pessoa e coleta fotos em suas redes sociais.

Com o novo perfil no WhatsApp feito, o bandido envia mensagens aos contatos da vítima, dizendo ter trocado de número, e pede dinheiro, dizendo ser uma emergência.

A orientação é para que tente entrar em contato com o verdadeiro dono da identidade por meio do número antigo, preferencialmente por ligação telefônica, antes de fazer qualquer transferência.

5 – Golpe do acesso remoto

Tem objetivo de enganar as vítimas para revelarem informações pessoais e financeiras sob o pretexto de resolver um problema de segurança com suas contas ou serviços. 

Para isso, o fraudador usa termos técnicos e procedimentos que parecem legítimos para ganhar a confiança da vítima e diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar um suposto problema.

Isso pode ser feito por SMS, e-mails falsos ou links em aplicativos de mensagens. Os links instalam um software espião, que dará acesso a todos os dados que estão no celular.

Conforme a Febraban, os bancos nunca ligam para o cliente ou mandam mensagens ou e-mails pedindo para que instale algum tipo de aplicativo em seu celular, para supostamente regularizar um problema na conta.

Também é importante evitar clicar em links ou baixar arquivos de e-mails, SMS ou mensagens em aplicativos de desconhecidos ou que pareçam suspeitos. Além disso, é fundamental ter um bom antivírus instalado.

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