Dallagnol chegou a procurar os dois segundo reportagem da Veja, mas eles se negaram a colaborar
28/06/2019 11h30
Por: Redação
A cada dia que passa novas provas surgem das mensagens vazadas pelo jornal The Intercept entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava-Jato, mostrando que ele foi imparcial no julgamento do ex-presidente Lula. A revista Veja publicou reportagem hoje (28) em que aponta o contador Nilton Aparecido Alves e o empresário Mário César Neves foram testemunhas indicadas por Moro como fonte para “pegar” Lula.
Nilton tem escritório de contabilidade em Campo Grande e já foi alvo de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), durante a Operação Grãos de Ouro, que apurou crimes de corrupção e sonegação fiscal no Estado. A operação foi deflagrada em agosto do ano passado e o esquema desfalcou os cofres estaduais em ao menos R$ 44 milhões, segundo o Ministério Público. O contador é réu em processo por corrupção ativa.
Também foi sugerido pelo juiz, que Dallagnol procure o homem que ouviu a história do técnico em contabilidade, e, de novo, Moro passa as coordenadas.
Este personagem estava oculto até então, mas a reportagem da Veja o localizou. Trata-se do empresário Mário César Neves, dono de um posto de gasolina, também em Campo Grande.
Segundo a reportagem, Neves confirmou que em dezembro de 2015 um representante do Ministério Público Federal entrou em contato com ele para lhe pedir informações sobre o técnico em contabilidade Nilton Aparecido. No entanto ele disse à Veja que desconhe negócios referentes entre o contador e o filho do ex-presidente.
A reportagem classificou o diálogo, vazado há 3 semanas, como “o mais comprometedor até o momento”, já que de acordo com especialistas ouvidos pela revista, a parceria na investigação beneficiou uma das partes no processo contra Lula, no caso os acusadores, o que é ilegal.
Ainda segundo a Veja, o procurador chegou a procurar o contador, mas ele se recusou a colaborar com as ivnestigações.
A reportagem classifica o diálogo como “o mais comprometedor até o momento”, porque na avaliação de especialistas ouvidos pela revista, a parceria investigativa beneficiou uma das partes no processo contra Lula, no caso, os acusadores, o que seria ilegal.
Conforme apurou a Veja, seguindo a dica dada por Moro, Dallagnol procurou o contador, mas ele se recusou a colaborar.





















