Publicado em 30/07/2018 11h39 – Atualizado em 30/07/2018 11h39
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Por Lucas Arruda
O MDB marcou para o dia 4 de agosto a convenção do partido. A senadora Simone Tebet substituirá André Puccinelli na disputa para o Governo de Mato Grosso do Sul, recomeça o trabalho dos integrantes do partido de costurar alianças e definir outros nomes na composição da chapa encabeçada pelo MDB. A congressista afirma que tudo começa a ser definido a partir de quarta-feira.
Simone foi ao Cento de Triagem Anísio Lima no sábado (28) e o anúncio de que ela foi chamada para substituir Puccinelli veio ontem (29).
“Fui pega de surpresa, primeiro com a condição como o ex-governador está preso. Não porque se trata de uma autoridade. Como advogada, digo que não é a situação ideal, para qualquer outro cidadão. Ele responde a um inquérito, não tem culpa formada, é uma pessoa de idade [André completou 70 anos no dia 2 de julho]. O ex-presidente Lula, que tem condenação, está em uma sala da Polícia Federal e ele divide uma cela com outras 20 pessoas”.
Às vésperas da convenção partidária após a segunda derrota do ex-governador na Justiça, a congressista foi convocada por André a encabeçar a chapa. Puccinelli completa nesta segunda-feira (30), o décimo dia na prisão e na sexta-feira (27), teve pedido de habeas corpus negado pelo ministro Humberto Martins no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A senadora garante, contudo, que o Puccinelli não se deixou abater. “É surpreendente como ele é forte e está muito seguro na decisão de não ser candidato”.
Para a parlamentar, o ex-governador a convocou a se lançar como candidata pelo MDB como cidadão e não como político. “Foi um pedido muito emocional, pessoal mesmo. Ele não tem mais condições de ser candidato e está muito seguro da decisão dele. Está muito angustiado e está pensando no Estado mesmo. Ele diz que as pessoas têm de ter o MDB como opção de voto, que não é possível que Mato Grosso do Sul tome uma decisão deste nível no 1º turno”, detalhou.
Já sobre o fechamento de aliança e a definição de quem assumirá o papel de “vice-candidato” ao governo, Simone acha que só a partir de quarta-feira o cenário ficará mais claro. “Coloquei meu nome à disposição a pedido do ex-governador. Mas, de hoje para amanhã, o diretório vai se reunir, é uma decisão do partido”, afirma sobre oficializar a pré-candidatura.
A senadora diz ainda que integrantes do diretório devem convocar os partidos aliados para apresentar a situação. “Dentro de 48 horas, tudo isso será discutido. Uma coisa é o André, outra coisa é a Simone. A bola ainda não está comigo, nem vou participar destas reuniões”.





















