Corregedoria da PM em Campo Grande. (Foto/Divulgação)

A corregedoria da PM (Polícia Militar), informou na manhã desta segunda-feira (13), que um inquérito policial militar foi instaurado para que haja uma investigação a respeito dos fatos ocorridos na madrugada do último domingo (12), em Campo Grande, quando policias atiraram em um colega de farda à paisana que tentava ajudar uma mulher que estaria sendo agredida na Avenida Presidente Vargas.

Conforme informações de um integrante da corregedoria, o caso foi levado ao oficial de plantão, que em análise das informações do boletim de ocorrência, testemunhas e imagens de câmera de segurança providenciou um relatório ao corregedor, onde será assinado portaria de instalação do procedimento na manhã de hoje (13), havendo desta maneira uma análise mais aprofundada do ocorrido.

Os policiais que tiveram envolvimento na ocorrência supracitada, foram apresentados na corregedoria, onde foram ouvidos para recolhimento de informações preliminares, sendo que na ocasião tiveram suas armas recolhidas. Após o esclarecimento, o oficial da corregedoria, por sua vez, entendeu que não havia elementos para ser feito flagrante a guarnição, optando pela abertura do inquérito para apurar os fatos. Os militares deverão permanecer afastados até a conclusão do processo.

A confusão

Os fatos teriam se passado na madrugada de domingo (12), quando um militar à paisana se deparou com uma mulher que estaria sendo agredida e tentou defendê-la. O Cabo da PM interveio na confusão e acionou uma viatura da polícia.

O reforço chegou ao local e, ao ver a viatura o militar se aproximou do carro com a arma em punho, sendo que neste momento o PM que dirigia o veículo, detectou a aproximação do indivíduo e disparou contra o próprio colega de farda. Em seguida o outro tripulante, desceu contornou o carro, avistou a vítima e realizou mais disparos.

O cabo foi socorrido, tendo sido encaminhado a Santa Casa de Campo Grande, com uma segunda vítima atingida por um tiro no braço. O militar está na enfermaria do hospital e não corre risco de vida.

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