12/02/2020 12h00
Por: Redação

Em toda atividade econômica os custos de produção assumem papel de destaque. No caso da Floresta Plantada, que tem alto investimento e retorno financeiro de médio e longo prazo, o planejamento é determinante, assim como os cursos de Formação Profissional Rural e a Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, pois capacitam produtores rurais em todas as etapas do cultivo florestal. Este é o assunto da editoria ‘Educação no Campo’ da semana.

Na linha evolutiva, com base nos dados do IBGE e no Siga (Sistema de Informações Geográfica do Agronegócio), o eucalipto, uma das espécies florestais mais cultivadas em todo o mundo, mais que triplicou em Mato Grosso do Sul, saindo da casa dos 291 mil hectares em 2009 para mais de 1 milhão de hectares em 2019.

No manejo, o portfólio de capacitações vai desde a fase inicial da atividade, como a produção de mudas de seringueiras, até o desenvolvimento da planta, passando pela sangria e implantação de seringais. Especificamente para o eucalipto, há opções de cursos sobre cultivo inventário, poda e desbaste e produção de carvão vegetal, além de gestão, processos, máquinas, segurança no trabalho, prevenção e combate a incêndios.

Legislação também é tema frequente nas ações do Senar/MS. “É importante que o produtor fique por dentro também da parte legal, e que conheça o código florestal, leis sobre preservação permanente nas margens de rios e matas ciliares, além da parte comercial, de avaliação de mercado para saber qual espécie está sendo mais demandada”, explica o instrutor da instituição, Ramiro Juliano da Silva, que ministra entre outros cursos o de Recomposição de Mata Ciliar.

Em 2019 foram realizadas no estado 80 capacitações com mais de mil participantes, com destaque para os municípios de Cassilândia, Pedro Gomes, Alcinópolis, Paranaíba, Inocência, Aparecida do Taboado, Camapuã e Bandeirantes.

Com o programa de Assistência Técnica e Gerencial, o Senar/MS oferece a produtores de seringueiras do estado um diagnóstico completo sobre a atividade. Também elabora projetos e apresenta alternativas de inovação, ferramentas sustentáveis e aprimoramento de indicadores. “A metodologia de atendimento é específica para cada fase da cultura, separadas em implantação, condução e extração do seringal”, explica o coordenador de ATeG, Nivaldo Passos.

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