Juiz permitiu que familiares e amigos pudessem entrar com camisetas de torcida em júri, contrariando decisões de júris que ele mesmo presidiu
11/04/2019 10h49
Por: Redação
Durante o julgamento do policial rodoviário fedral Ricardo Hyun Soo Moon, camisetas utilizadas em apoio a ele foram permitidas. A sessão acontece neste momento e deve durar o dia todo. Com frases de apoio, “Estamos com você Moon”, muitas pessoas puderam entrar no plenário do Fórum usando as camisetas.
Em outros julgamentos, similiares a esse, em que pessoas usavam camisetas de manifestação, elas eram proibidas de entrar com as roupas, tendo que ser retiradas ou viradas. Já no caso do julgamento do policial a entrada com as camisetas com frases de apoio foi permitida pelo juiz que preside a sessão, Carlos Alberto Garcete. O pedido do uso das camisetas foi feito pela defesa e concedido por ele.
Garcete também era o juiz do julgamento de Luis Bastos Barbosa, assassino da musicista Mayara Amaral, que foi morta a marteladas em um quarto de motel, em julho de 2017. Luis foi condenado a 27 anos de prisão pelo crime.
O mesmo aconteceu no julgamento de Mayara Fontoura Holsback, que foi assassinada por Roberson Batista em sua casa a tesouradas, em 2017. Todos que usavam camisetas de manifestação tiveram de retirar ou virar ao contrário a roupa.
O policial é julgado depois de 2 anos e 4 meses da morte de Adriano Correa. A mãe do empresário bem abalada só disse que espera por Justiça.
Moon foi acusado de homicídio qualificado, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, e duas tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras. O julgamento deve durar cerca de 11 horas terminando depois das 19 horas desta quinta-feira (11).
Os amigos e familiares do acusado estão desde cedo em frente ao Fórum de Campo Grande e ofereceram até café da manhã para quem chegava para apoiá-lo.





















