Em nota à imprensa, o deputado estadual e candidato à reeleição alvo de uma operação da Polícia Federal nessa sexta-feira (25) contra um esquema de compra de votos afirmou que foi abordado no momento em que sacou R$ 100 mil em espécie de uma agência bancária de Campo Grande. Ao mesmo tempo, como já era esperado, negou que usaria o recurso para pagar eleitores.
Conforme a manifestação distribuída à imprensa pela sua assessoria, o parlamentar sustentou que o valor foi retirado da conta pessoa no Banco do Brasil e era somente para cobrir “despesas relacionadas às suas propriedades rurais”. “Ao deixar a agência, foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha”.
Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pendrive com arquivos da campanha eleitoral de 2020. Já no comitê, as equipes levaram dois HD’s externos, dois notebooks e material gráfico de campanha. “Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais”, ressalta a nota.
O caso
Chamada de Operação Jogo Limpo, a ofensiva cumpriu dois mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar e também no seu escritório de campanha, ambos imóveis situados em Campo Grande.
Foram apreendidas centenas de caixas contendo cédulas novas de dinheiro, especialmente no valor de R$ 100,00, que ainda estão sendo somadas. A estimativa é de R$ 250 mil.
A PF confirmou que apura a prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. O inquérito aponta para movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores durante.
“As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer os fatos e de identificar eventuais responsabilidades”, diz a polícia. Não houve prisões, mesmo diante do flagrante, já que o parlamentar tem foro privilegiado.





















