Para Marçal, as palavras de Eduardo, sem citar contexto, foram ofensivas, grosseiras e levianas

O Deputado estadual Marçal Filho repudia as declarações do economista Eduardo Moreira, sobre a cidade de Dourados. Em entrevista à jornalista Leda Nagle, no Youtube, ele afirmou que “em Dourados, as pessoas comem restos de comida, moram em lugares que não tem água, sem rede de esgoto e rede elétrica; dormem uma hora por noite com medo de serem mortas pelas milícias”.

Eduardo Moreira é empresário, engenheiro e está à frente do projeto “O Brasil de Verdade”, que tem como proposta realizar documentários com pessoas que moram nas periferias, nas aldeias indígenas e nos quilombolas, mostrando a realidade dos locais.

Eduardo iniciou a entrevista dizendo que nos últimos anos viajou o Brasil, de norte a sul, em lugares mais pobres e difíceis de descrever, como Dourados, onde afirmou ter ficado uma semana. Em seguida, o economista descreveu que na cidade as pessoas comem resto de comida e dormem uma hora por noite com medo de serem mortas pelas milícias. As declarações repercutiram de forma negativa entre os douradenses. 

Para o deputado Marçal, as palavras de Eduardo Moreira, sem citar nenhum contexto, foram ofensivas, grosseiras e levianas, pois não refletem a realidade dos mais de 225 mil habitantes que vivem na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

“É um município acolhedor que tem como uma de suas principais características a força de trabalho e a produção de alimentos. Uma cidade em que economia tem como destaque a agricultura, a pecuária e a indústria de alimentos, o que escancara um cenário completamente contrário ao descrito pelo empresário em suas declarações claramente discriminatórias”, reiterou Marçal Filho.

Eduardo Moreira não citou na entrevista se esteve em um local específico em Dourados e nem se chegou a conhecer a cidade. Apenas descreveu, de forma genérica e generalista, que “em Dourados, as pessoas comem restos de comida, moram em lugares que não tem água, sem rede de esgoto e energia e tem medo serem mortas pelas milícias”.

O deputado Marçal Filho acredita que a fala do engenheiro possa estar relacionada a um acampamento existente dentro de sítios às margens do anel viário e vizinhos à aldeia Bororó. Algumas propriedades foram ocupadas em 2015 por grupos de indígenas e temendo ampliação de ocupações, os sitiantes contrataram seguranças. A situação no local é tratada como conflito de terras e o caso está no STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte : Ascom Gab. Parlamentar

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