Descarte irregular de resíduos pode virar crime ambiental 

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Foto: PMCG

O cuidado com a conservação dos espaços públicos é uma responsabilidade de cada cidadão, e a Prefeitura orienta que o descarte irregular de resíduos pode virar crime ambiental. Além de degradar o meio ambiente, comprometer a limpeza urbana e gerar prejuízos aos cofres públicos, a prática pode resultar em multa superior a R$ 11 mil, além de responsabilização na esfera criminal, conforme a legislação vigente. 

Um flagrante na Avenida Guaicurus terminou com multa de R$ 10 mil. Após denúncia, equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) localizaram um homem jogando entulho em um terreno. A ação rápida da equipe de fiscalização do meio ambiente resultou na autuação administrativa imediata do infrator. 

Durante a abordagem, o autuado alegou agir a pedido de uma comerciante da região, que negou a solicitação e afirmou apenas ter liberado o acesso à área. Diante das divergências, ambos foram conduzidos à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC/CEPOL) para registro de ocorrência com base no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). 

Além das penalidades criminais, a legislação de Campo Grande estabelece punições severas para quem suja a cidade. Pelo Código de Polícia Administrativa do município, as multas para o descarte irregular variam entre R$ 2.944,50 e R$ 11.778,00, dependendo da gravidade da infração. 

Descarte irregular de resíduos pode virar crime ambiental 
Equipe da Patrulha Ambiental da GCM durane ação de combate ao descarte irregular de materiais

Prejuízo para toda a cidade 

Atualmente, equipes municipais monitoram e limpam cerca de 60 pontos críticos de descarte na capital, muitos deles localizados a poucos metros de locais apropriados para o recolhimento. 

O trabalho contínuo de limpeza mobiliza caminhões, máquinas e servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em atuação conjunta com a Guarda Civil Metropolitana e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). 

Para otitular da Sisep, André Brandão, a conduta irresponsável prejudica diretamente os investimentos nos bairros. “O descarte irregular vai muito além da sujeira. Ele gera custos ao poder público, exige o retorno constante das equipes aos mesmos locais e reduz a capacidade de atendimento em outras demandas da cidade. O recurso utilizado para remover esse lixo poderia estar sendo investido em melhorias para os bairros”, ressalta o secretário. 

Ecopontos: descarte gratuito e seguro 

Para evitar multas e proteger o meio ambiente, a população conta com cinco Ecopontos distribuídos por diferentes regiões de Campo Grande. Os espaços recebem gratuitamente até 1 metro cúbico de resíduos por morador. É possível descartar restos de poda de árvores, entulho de construção civil em pequenos volumes, móveis velhos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e materiais recicláveis. 

O município também mantém campanhas contínuas de orientação e educação ambiental nos bairros, com equipes que realizam visitas porta a porta e abordagens educativas para explicar o funcionamento dos ecopontos e a importância da preservação dos espaços públicos. 

Endereços dos Ecopontos: 

  • Panamá: Rua Sagarana, esquina com a Avenida José Barbosa Rodrigues
  • Noroeste: Rua Piraputanga, esquina com a Rua Guarulhos 
  • Vida Nova: Rua Pacajús, cruzamento com a Rua Galdino Afonso Vilela 
  • União: Avenida Roseira, esquina com a Rua Carmem Bazzano Pedra 
  • Moreninha: Rua Copaíba, entre as ruas Antônio David Macedo e Amado Nogueira de Moraes 
  • Como denunciar o descarte irregular: A população pode acionar a fiscalização em tempo real pelo telefone 153 (Guarda Civil Metropolitana), pelo central 156 (Fala CG) ou por meio do aplicativo +CG.