A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) anunciou nessa segunda-feira (13) que já encerrou o inquérito que apurou a morte de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, e indiciou todas as cinco pessoas envolvidas pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.
Apesar da conclusão formal, as buscas continuam por um homem identificado pelo apelido de Juninho, contra quem foi expedida ordem de prisão e permanece foragido.
O corpo da vítima foi localizado na manhã de 22 de março deste ano, na região da Cachoeira do Inferninho — saída de Campo Grande para Rochedo — por um grupo que se preparava para praticar rapel.
A vítima apresentava sinais de violência, não portava documentos, mas usava tornozeleira eletrônica. A identificação foi confirmada por exame necropapiloscópico do Instituto Médico Odontológico Legal (Imol), o que permitiu acessar o histórico de localização do equipamento e reconstruir seus últimos passos.
Duas fases da operação prendem quatro suspeitos
A apuração foi dividida em duas etapas operacionais, ambas em maio:
- 4 de maio: foram presos temporariamente um rapaz de 22 anos — dono do veículo usado no suporte logístico — e um homem de 45 anos — proprietário da casa onde Guilherme ficou detido na noite anterior ao crime. Ambos permanecem presos.
- 15 de maio: cumpridos mandados contra uma mulher de 28 anos e um homem de 50 anos, apontados como responsáveis por levar a vítima até o local da execução. Na mesma ação foi identificado o quinto envolvido, Juninho, que não foi encontrado.
Vínculo com facção e investigações paralelas
Os investigadores reuniram indícios fortes de que o homicídio está ligado à atuação de organização criminosa: parte dos indiciados tem vínculos com facção que opera em Mato Grosso do Sul.
A possibilidade de a morte ter sido ordenada por terceiros não está descartada, e as diligências correlatas seguem em segredo de justiça. O processo será encaminhado ao Poder Judiciário para julgamento.





















