O alto peso dos impostos para empresários e trabalhadores brasileiros foi tema de debate na Câmara Municipal de Campo Grande, durante a sessão ordinária desta terça-feira, dia 26. Inês Santiago, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, falou da campanha do Dia Livre de Impostos, que ocorre no dia 28 de maio, como uma ação de reflexão sobre como a alta carga tributária impacta no poder de compra das famílias e nos investimentos.
Esta é a oitava edição do Dia Livre de Impostos realizada em Mato Grosso do Sul. O objetivo do movimento, idealizado pela Federação em todo País, é representar milhares de empresas, trabalhadores e famílias que sustentam economia. “É um dia de reflexão e conscientização da alta carga tributária brasileira e quanto ela encurta o poder de compra do trabalhador, trava desenvolvimento de empresas e afasta investidores de nosso País”.
Várias lojas de Campo Grande devem participar do Dia Livre de Impostos, quando os empresários irão comercializar produtos sem os tributos, subsidiando esses valores, demonstrando na prática aos consumidores o peso dos tributos nas mercadorias. Os participantes, no Centro, bairros ou shoppings, terão um cartaz identificando a adesão à campanha.
A ação leva ao questionamento sobre o peso dos impostos na vida das pessoas, pois em alguns casos o tributo chega a 80% dos serviços ou produtos. Ela ressaltou que o sistema não é contra a cobrança de imposto, mas sim à falta de equilíbrio, racionalidade e eficiência na aplicação desses recursos. “Há uma necessidade de eficiência e contrapartida para a população. A presença dessa Casa de Leis para cobrar uma boa aplicação desses recursos é essencial para toda população campo-grandense”.
Ela citou melhorias necessárias em Campo Grande, a exemplo do transporte coletivo, com necessidade de renovação da frota e mais qualidade aos trabalhadores. Ainda, lembrou que a arrecadação da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública) somou R$ 191 milhões no ano passado, porém muitas ruas continuam às escuras, o que implica na falta de segurança.
O impacto na cesta básica também foi mencionado. Alguns produtos, como óleo e açúcar, têm 29% de carga tributária. Inês Santiago reforçou que cada real de imposto arrecadado deve retornar em infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e outros investimentos para a população. Ainda, mencionou a importância de um ambiente mais competitivo para atrair investimentos ao Brasil.
A presidente da Federação entregou aos vereadores a minuta de um anteprojeto de lei para criação da disciplina de educação tributária e financeira nas escolas municipais de Campo Grande, para criar a conscientização desde cedo nas crianças.
O convite para a fala na Tribuna foi feito pela Mesa Diretora. O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, primeiro-secretário da Casa de Leis, enfatizou que os impostos pagos pelos comerciantes e empresários precisam retornar em serviços públicos de qualidade. “O que não pode é ocorrer abuso. Hoje, estão arrecadando muito e não devolvendo em serviços públicos. Acredito que a luta da CDL e da Federação é muito importante”.
O vereador André Salineiro, primeiro-vice-presidente da Câmara, citou a necessidade de conscientizar a população sobre como os impostos encarecem produtos e refletem em perda de competitividade às empresas brasileiras. “É uma luta digna. Que tenhamos mais governantes preocupados com a desoneração”, afirmou.
Votação – Durante a sessão, os vereadores mantiveram veto do Executivo ao Projeto de Lei 12.333/26, que altera dispositivos da Lei 3.026/1993, para estender o benefício do passe do estudante a alunos da rede pública matriculados em cursos pré-vestibulares. A proposta é dos vereadores Leinha, Wilson Lands, Landmark, Professor Juari e Veterinário Franscisco. A prefeitura alegou vício de iniciativa e vício de ordem financeiro-orçamentária.





















