A equipe montou um café da manhã para receber a população, além de ofertar todos os serviços do local

“A população de rua existe”. A fala do assistente social da Prefeitura Municipal de Dourados, Luís Antônio Miranda, é o ponto principal do debate provocado neste dia 19, Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. A data, em memória ao acontecimento conhecido como “Massacre da Sé”, em 2004, no qual sete pessoas foram assassinadas e oito ficaram gravemente feridas enquanto dormiam na região da Praça da Sé, traz à tona a importância da luta contínua luta pela garantia de direitos.

O Centro Pop, através da Semas (Secretaria Municipal de Assistência Social), preparou uma programação especial para esta quinta-feira. A equipe montou um café da manhã para receber a população, além de ofertar todos os serviços do local como auxílio na retirada de documentos, cadastramento em programas sociais, atendimento psicológico e social.

Atualmente, a estimativa é entre 40 e 60 pessoas estejam em situação de rua, em Dourados. “Temos que lembrar que essa população não tem espaço geográfico. Então, os números podem aumentar ou diminuir”, ressalta Miranda.

A utilização da rua como espaço de moradia e sustento acontece por motivos diversos, por isso, o trabalho realizado envolve diferentes profissionais e ações conjuntas adotadas por diversas secretarias municipais, como: Assistência Social; Saúde; Habitação e outras.

Segundo a técnica de referência do SEAS (Serviço Especializado de Abordagem Social), Andrea Serra Ribas, a equipe de abordagem percorre praças, áreas públicas e particulares onde há registros da presença de pessoas em situação de rua. “Nosso trabalho é fortalecer o vínculo, se precisar estar 100 vezes com uma pessoa nós vamos, é nosso trabalho”, destacou.

Marcos Almeida da Silva, tem 35 anos e desde 2001 vive em situação de rua. Ele conta que frequenta o Centro Pop desde sua inauguração, em 2016. Além de um espaço para tomar banho, descansar um pouco, lavar uma peça de roupa, ele explica que conversar com a equipe e poder tomar um café fazem diferença no dia. “Morava com minha mãe e quis sair. Antes eu morava no Cachoeirinha e desde pequeno eu andava na rua e fazia um corre aqui, um corre ali”, conta.

Assim como Marcos, muitas outras pessoas passam pelo local diariamente. Com funcionamento das 7h às 17h, cerca de 800 atendimentos foram realizados de janeiro até agosto deste ano, no Centro Pop.

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