O dólar fechou em queda de 0,10%, cotado a R$ 5,1184, nesta segunda-feira (7), em um início de semana marcado por sinais de tensão nas relações entre Estados Unidos e China e temores crescentes em torno das negociações de um acordo comercial pós-Brexit. É o menor valor desde 22 de julho.

No Brasil, as atenções voltavam para Brasília depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Na máxima do dia, a moeda foi a R$ 5,1701. Na mínima, a R$ 5,0572.

O Banco Central fez nesta segunda-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021. No exterior, o aumento da tensão entre os Estados Unidos e a China minando um pouco o apetite por ativos de risco, enquanto permaneciam as preocupações também de um Brexit sem acordo comercial com a União Europeia.

A agência Reuters noticiou que os Estados Unidos estavam se preparando para impor sanções a pelo menos uma dúzia de autoridades chinesas por seu suposto papel na desqualificação por Pequim de parlamentares da oposição eleitos em Hong Kong. A China disse que se opõe firmemente à interferência dos EUA em seus assuntos domésticos, em resposta à notícia.

Na China, as exportações aumentaram 21,1% em novembro, frente ao ano anterior, no ritmo mais forte em quase três anos, sinalizando uma recuperação firme da economia chinesa. Por aqui, os analistas do mercado financeiro subiram a estimativa de inflação para 2020 pela décima sétima semana seguida, para 4,21%, que passou a ficar acima da meta central do governo (4%).

A projeção para o tombo do PIB (Produto Interno Bruto) no ano foi reduzida de 4,50% para 4,40%. Já a estimativa para a taxa de câmbio no fim de 2020 recuou de R$ 5,38 para R$ 5,22. Em Brasília, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no domingo (6), por maioria, que os atuais presidentes da Câmara e do Senado não podem se candidatar à reeleição para os postos em 2021, abrindo a disputa nas duas casas.

O foco dos mercados nesta reta final do ano segue voltado para a sustentabilidade fiscal do Brasil e as incertezas sobre a aprovação de medidas e reformas estruturais para garantir a saúde das contas públicas.

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