Nesta terça-feira (19), Dourados atingiu a marca negativa de 200 mortes devido a covid-19. Mas, uma boa notícia é que chegaram 29 mil doses, que darão para imunizar 14.500 pessoas. O enfermeiro Valdeci Santana de 50 anos foi o primeiro a ser vacinado com a CoronaVac.

Depois foi a vez do cacique indígena Catalino Aquino de 74 anos, que mora na aldeia Jaguapiru.

Pai de duas meninas, o enfermeiro disse que a vacina traz esperança. “Para poder exercer o trabalho na saúde com mais tranquilidade, ajudando a salvar vidas sem o medo de ficar doente pelo vírus. Sou um defensor da ciência e as pessoas precisam acreditar na vacina”, explica.

O cacique lamentou as muitas perdas que tivemos nas aldeias, mas ponderou que a vacina vai trazer tranquilidade. “Somos esquecidos, mas graças a Deus ninguém da minha família morreu por essa doença”, disse.

O secretário de Saúde, Frederico de Oliveira Weissinger, explica que nesta primeira etapa serão vacinados trabalhadores da linha de frente, idosos em asilos e abrigos e pessoas com deficiência (acima de 18 anos). Equipes volantes vão ao local de trabalho dos profissionais de Saúde.

Cada pessoaprecisa de duas doses do imunizante. Do total recebido, 22 mil doses da CoronaVac vão para a população indígena. As demais sete mil ficam para as demais categorias prioritárias nessa primeira fase.

“É um dia duro para cidade, que atingiu o número de 200 mortes hoje. Mas também um dia de esperança com a vacina”, finalizouo prefeito Alan Guedes (Progressista).

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