Durante julgamento cunhado diz que tenente-coronel matou marido por ambição

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(Foto: Arquivo)

Julgamento ocorre durante toda está quarta-feira em Campo Grande

A tenente-coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Itamara Romeiro Nogueira está passando por julgamento nesta quarta-feira (23) onde ela responde pela morte do marido também policial Valdeni Lopes Nogueira.

Durante esta manhã o irmão do militar que foi morto, Valdeci Alves Nogueira, afirmou que Itamara não era bem vinda entre os familiares, já que a família não fazia gosto da relação e que a mulher não se esforçava em se relacionar com eles, dizendo ainda que era Valdeni quem mais participava da vida da filha do casal.

Durante julgamento cunhado diz que tenente-coronel matou marido por ambição
tenente-coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Itamara Romeiro Nogueira. (Foto/Arquivo)

Conforme o cunhado, o crime fora planejado pela mulher por ambição. Valdeci ainda falou aos jurados que anos antes do crime, a tenente-coronel chegou a colocar uma arma na cabeça do irmão e que as brigas eram recorrentes, relatando que o major tinha a intenção de se separar de Itamara assim que se aposentasse.

Aos magistrados disse que Valdeni possuía um seguro de vida onde a esposa e a filha seriam beneficiárias, além de um apartamento, casas, moto e caminhonete, sendo que todos os bens conspirariam para a ambição da oficial.

A defesa se posicionou alegando que a ré, teria matado para não ser mais uma mulher a entrar para a triste estatística de feminicídio e que se defendia das agressões do policial quando aconteceu o crime. No julgamento o advogado afirmou que será mostrado que Itamara era vítima de agressões constantes praticadas pelo marido que levava uma vida que nem parecia ser de casado.

Compõem o júri seis mulheres e um homem, que está sendo realizado quatro anos e seis meses após o crime de assassinato. O julgamento ocorre durante todo o dia e deve se alongar até a noite desta quarta (23).

O crime

Em uma briga entre marido e mulher, a tenente-coronel disparou duas vezes contra o marido. O major Nogueira chegou a ser levado para a Santa Casa com um ferimento do tórax, mas não resistiu.

Um inquérito foi aberto que apurou a versão dita por Itamara comprovando legítima defesa.

Em esclarecimentos prestados a polícia sobre o crime, a policial disse ser vítima de agressões e que no dia do crime mais um episódio de agressão ocorria, momento em que o major teria ido em busca de sua arma no carro e ela reagiu atirando.

No dia do crime a Itamara foi presa em flagrante, porém foi liberada em seguida e desde então responde processo em liberdade.